Celebrei meu próprio casamento e me tornei uma “padra”

 Cerimônia de casamento em frente às ruínas da Igreja Nossa Senhora da Conceição da Jagoara, assinada pelo Mestre Aleijadinho. Foto: Aloha Fotografia

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Eu era o tipo de garota que não dava importância para casamento. Nunca acreditei em príncipe, achava que não me encaixava no protocolo da igreja e me sentia deslocada quando, vez ou outra, tentava me imaginar de véu e grinalda. Até o dia em que celebrei o meu próprio casamento. Aquele 30 de abril foi revelador.

Sonhávamos com algo só nosso, do nosso jeito. Pedro, um ex-gago, topou o desafio de conduzirmos o casamento. Foi lindo. A noiva e o noivo falando de amor para seus próprios convidados. Confirmamos que a cerimônia é um dos momentos mais especiais da vida quando traduz o que o coração sente. A gente tem que dizer “sim” é para o que acredita.

Pedro e eu casamos numa cerimônia conduzida por nós mesmos, afinal, a gente tem que dizer ‘sim’ para o que realmente acredita. Foto: Área de Serviço

Nesse dia, a celebrante de casamento aflorou na jornalista de formação. Mudei de estado civil e de profissão. Foi o ponto de partida para a Amor Sempre Vivo – Celebrações com História. A repórter, apaixonada por escutar e contar histórias, também passaria a escutar e contar histórias de amor. De lá pra cá, penso, falo e escrevo de amor quase todos os dias.

Mas não se enganem. Não é porque me tornei “padra” – como os noivos me apelidaram e eu, feminista e com um “quê” subversivo, adorei ser chamada –, que eu saiba a receita de sucesso para relacionamentos. Também não tenho um casamento perfeito. Pura ilusão!

Não existe relação perfeita, até porque, nós, seres humanos, somos naturalmente defeituosos. É por isso que eu faço questão de sair do altar e ficar ao lado dos noivos. Se estou nessa posição, é porque, em vez de ensinar, tenho muito a aprender. E aprender não apenas sobre casamento, que, na verdade, é um pretexto pra falar de amor.

Sair do altar e estar ao lado dos noivos na cerimônia do casamento é também sinal de que todos estamos juntos nessa caminhada de aprendizado. Foto: Amanda Francelino

Ah! O amor… “Amor é uma coisa boa que acontece dentro da gente,” como dizia minha avó. É a cura de todas as dores, a força que realmente move a humanidade. A vida é impossível sem amor: amor próprio, amor pelos nossos semelhantes, amor aos animais, amor à profissão.

E, com muito amor e alegria, passo a compartilhar neste espaço, todos os meses, um pouco desta louca e incessante caminhada que tenho percorrido junto de tanta gente bacana.

Dividir as histórias, contar sobre os aprendizados, confidenciar as dores. Afinal, falar de amor é também falar de dor, pois não há mudança sem qualquer coisa de sofrimento.

Fica, então, o convite para percorrermos juntos essa cruzada que é aprender a conviver, amar a diferença, burilar as arestas grosseiras da nossa personalidade e, aos poucos, irmos nos tornando pessoas melhores. Vem comigo? Vou amar!

Autor
Jornalista e celebrante de casamentos na Amor Sempre Vivo. Acredito em três verdades absolutas: pessoas precisam ser ouvidas, histórias precisam ser contadas e a razão para nossa existência está em amar e ser amado. É por isso me tornei mais do que jornalista, uma jornalista que conta histórias de amor. Tive clareza desse propósito quando eu e Pedro celebramos nosso próprio casamento. Depois daí não parei mais. Aqui, a repórter dá vazão a tudo aquilo que faz o coração pulsar e mantém o amor sempre vivo.

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