o GUAJA Sapucaí

Nas cinco semanas entre 12 de agosto e 17 de setembro, o GUAJA ocupará um grande galpão localizado no último andar do edificio onde funcionou a extinta sede da Rede Ferroviária Federal, na Rua Sapucaí, que está diretamente associada à criação de Belo Horizonte. O edifício integra o Conjunto Arquitetônico da Praça da Estação e abre suas portas ao público depois de mais de uma década fechado. A esse espaço temporário demos o nome de GUAJA Sapucaí.

A abertura e ocupação dessa memória se fazem possíveis pela CASACOR, mostra da qual o GUAJA será responsável pela programação de conteúdo. Além de abrigar a programação cultural da casa, o GUAJA Sapucaí será também um espaço de trabalho e experiências colaborativas.

Aqui, o tempo deixa de concordar com a permanência e se relaciona com a efemeridade. Em eterna mudança por intervenções constantes de autores que não cansam de chegar. Um modelo mais radical que toma forma: mais experimental numa arquitetura menos determinante, tendo a autoria de concepção do espaço diluída entre mais de 50 profissionais e estudantes dos campos de arquitetura e design, participantes dos workshops de fabricação digital e responsáveis pelo mobiliário que habita o sótão do casarão. Ao redimensionarem seu protagonismo, os arquitetos do GUAJA Sapucaí passam a motivadores de construções processuais em que o campo de atuação não é mais a exposição, mas ações subjetivas e coletivas que ensaiam vivências.

Além dos workshops que aconteceram em julho, o GUAJA Sapucaí promoverá durante as cinco semanas a série de conversas Arquitetura para não arquitetos. Por último e não menos importante, cuidaremos das Sessões de HappyHour com Cinema, onde serão exibidos três filmes seguidos de conversas abertas.

trabalhe no casarão

Durante a CASACOR, o casarão pode ser seu local de trabalho. As diárias ou o passaporte dão acesso ao espaço de coworking no GUAJA Sapucaí — equipado com mobiliário, wi-fi e tomadas — e à visitação de todos os ambientes da mostra.

A diária equivale a um dia de visita e uso do espaço; o passaporte dá acesso ao coworking durante as cinco semanas.

horário de funcionamento CASACOR 2017

terça – sexta: 15h às 22h
sábado: 13h às 22h
domingo: 13h às 19h
R. Sapucaí, 383 – Floresta

arquitetura paranão arquitetos

Uma série de painéis discute o assunto mais importante na vida: as pessoas.

“Um dia comum numa rua comum. Pedestres passam nas calçadas, crianças brincam perto das portas de casa, pessoas sentam em bancos e degraus, o carteiro entrega a correspondência, dois conhecidos, ao se cruzarem, se cumprimentam no passeio, dois mecânicos consertam um carro, grupos participam de conversas. Essa variedade de atividades é influenciada por uma série de condições. O ambiente físico, construído, é um fator: ele influencia as atividades em graus variados e de muitas maneiras diferentes. Num bom ambiente, um amplo espectro de atividades humanas é possível.”
A vida entre edificíos – Jan Gehl

Cinco encontros para compartilhar o complexo de influências que o espaço construído pode ter no cotidiano, relações e estilo de vida de todos nós.

Sua inscrição garante acesso à visitação de todos os ambientes do casarão. É seu ingresso de entrada na CASACOR.

próximos painéis

15
set

19h30

Por que construímos prédios de vidro?

“O vidro ainda é uma fórmula bem sucedida para museus e empresas, cidades e Estados, sem dúvida para qualquer entidade corporativa que queira ser percebida, mediante um ícone instantâneo, como participante global. As tecnologias modernas serviriam para conceber novos tipos de espaços abertos e sociais, mas passaram a ser fonte de poder icônico dos edifícios.
Qual é a relação entre seu poder cívico e seu poder icônico? Atualmente, e com frequência, espera-se dos edifícios icônicos que representem a esfera cívica, e as vezes o efeito acaba sendo o de remover qualquer resíduo desse âmbito, como se a promoção de imagens fosse tudo o que os cidadãos pudessem esperar dos projetistas de hoje.”

Conversa sobre paisagem urbana, geometria resultante da lei, mercado imobiliario e conforto ambiental.

Martin Corullon

Arquiteto e Urbanista USP,
Fundador do escritório METRO ARQUITETOS ASSOCIADOS

Carlos Alberto Maciel

Arquiteto e Urbanista – UFMG
Arquitetos Associados
Escola Central

Camila Zyngier

Pesquisadora de gestão da paisagem urbana – UFMG
Profa. Dra. Izabela Hendrix

já aconteceram

23
ago

19h30

BH precisa de metrô?

Quais são as opções de deslocamento pela cidade? O que os meios que você escolhe para ir e vir dizem sobre sua relação com os espaços e as pessoas? De que forma poderíamos ir além?

“Mikael Colville-Anderson – autor do blog ‘Copenhagenize’ descreve Copenhagen como uma cidade em que os nomes das ruas são praticamente irrelevantes para a vida que nelas se desenrola. Numa cidade em que 71% da população não dispõe de um automóvel, pedestres e ciclistas costumam se orientar não por nomes, mas por referências espaciais.”
Devagar: crianças – Fernanda Regaldo

De que forma noções sobre ‘a padaria com os banquinhos’, ‘a esquina do moço que conserta cadeiras’, e ‘o quarteirão do carrinho de biscoito’ se relacionam com suas possibilidades de relações, estímulos e lazer? É no exercício do deslocamento a pé, em escala e velocidade humana, que as ruas deixam de ser abstração para se tornar algo concreto e vivido.

– Conversa sobre mobilidade urbana e como nossos meios de deslocamento pela cidade estão conectados aos espaços públicos, de cotidiano, de lazer e de ócio.

Roberto Andrés

Arquiteto e Urbanista – UFMG,
Piseagrama

Eveline Trevisan

Arquiteta e Urbanista
Superintendente de Projetos e Transportes na BHTRANS

Mateus Silveira

Designer da FCA—Fiat
Responsável pelo projeto “O Futuro das Cidades”

29
ago

19h30

Onde você vai morar em 2050?

“Bem vindo ao ano de 2050. Bem vindo à minha cidade, ou eu devo dizer, à nossa cidade? Eu não possuo nada. Eu não tenho carro, não tenho casa, não tenho nenhum utensílio, roupa ou sequer privacidade. E viver nunca foi tão bom.”
Num mundo onde a experiência supera a posse e o consumismo, como será a cidade do futuro?

– Conversa sobre as vidas cada vez mais nômades e minimalistas, as cidades cada vez mais dinâmicas, e a arquitetura indeterminista e híbrida.

Facundo Guerra

Doutor em Ciências Políticas – PUC
Fundador do Grupo Vegas

Fernando Maculan

Arquiteto e Urbanista,
MACh Arquitetos,
Escola Central

Carlos Teixeira

Mestre em Urbanismo pela AA, London
Fundador do Vazio S/A

Ana Paula Baltazar

PhD pela Bartlett School of Architecture, UC London
LAGEAR UFMG – Laboratório Gráfico para Experimentação Arquitetônica

05
set

19h30

Como a arquitetura preservada pode continuar viva e ainda assim evoluir?

“Hoje, mais de 12% do território global é preservado, e mais um percentual significativo está em processo de tombamento cultural, histórico, de memória, do passado. O que será das gerações futuras? Qual a margem para que elas se reinventem se estão condenadas a manter e preservar uma parcela tão relevante do planeta?
A preservação e a modernidade não são opostas. De fato, a intervenção foi ‘inventada’ como parte de um fundamento da inovação moderna. Precisaríamos agora de um novo sistema de mediação entre preservação e desenvolvimento? Ou ainda criar uma teoria inversa: o que não manter, do que desistir, o que apagar e abandonar.”

– Conversa sobre preservação, memória, tombamento (material, cultural), turismo, intervenção em patrimônio histórico, recursos, e cidades contemporâneas.

Sylvio Podestá

Arquiteto e Urbanista – UFMG
Sócio–diretor da AP Cultural

Bruno Campos

Arquiteto e Urbanista – UFMG
M.A na AA London
BCMF

Flavio Carsalade

Arquiteto e Urbanista – UFMG
Ex-presidente do IEPHA

12
set

19h30

Quando é arte, quando é arquitetura?

“Que relação a arte e arquitetura contemporâneas guardam com uma cultura mais ampla que valoriza a intensidade da experiência?”
prefácio – Complexo Arte–Arquitetura, Guilherme Wisnik

O trabalho de arte hoje está subordinado a um novo tipo de experiência: a hiperrealidade arquitetônica do museu que, ou extrapola sua promessa de abrigo do trabalho artistico e rouba a cena, ou se mantém neutra, num cubo branco, a ponto de ser heterotópica. Se admitimos que ansiamos por momentos de encontros com a arte, que espaço é esse? Qual é a arquitetura que melhor conversa e se compromete com a experiência artística do participante ou espectador?

– Conversa sobre arquitetura, arte, cultura, museus, projetos expograficos, sitespecific, pavilhões.

Maria Eugênia Salcedo

Pós-graduada em Arte e Contemporaneidade – UFMG
Diretora artística — Inhotim

Paula Zasnicoff

Arquiteta e Urbanista (FAU–USP)
Arquitetos Associados
Escola Central

Fabíola Moulin
Mestre em Arquitetura e Urbanismo (FAU–USP)
Artista Visual
Pesquisadora e curadora independente