A gente só muda quando a gente se encontra

 Foto: Sérgio Souto

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O melhor da Dinamarca foi o Vinícius. É assim que começo a contar as lembranças das viagens que fiz. Na França, foi aquela senhorinha animada da praça. No Qatar, um comediante num teatro a céu aberto e um casal em um carro na via ao lado. Eu tenho essa coisa de apreciar transformações provocadas por deslocamentos, independente da distância percorrida.

Sabe aquele papinho chato de “você tem que” comer em um restaurante x, visitar o museu tal, conhecer a casa do poeta famoso quem? Eu não tenho que nada nessa vida. Nem você. Cada viagem tem a sua motivação, cada pessoa se encontra em um momento diferente e as viagens servem para muitos fins. Pra mim, elas costumam quebrar meus preconceitos e resistências criadas dentro da minha zona de conforto. Pego então, emprestado, óculos de outras pessoas e movo meu mundo para uma coordenada não planejada, mas muito bem-vinda. Resumindo: eu viajo para me deslocar.

E as melhores delas envolvem pessoas que apareceram pelo meu caminho assim do nada. Seja por um dia inteiro que passamos juntos ou pelo breve instante em que observei o que acontecia ao meu redor em total silêncio.

Foto: Sérgio Souto

“O mundo é o que se vê de onde se está”, esse “mantra” do Milton Santos explica muita coisa e está aqui na parede que encaro todo dia. Quero poder experimentar diferentes lugares, mesmo que geograficamente eu não me mova. Sempre fui um cara meio deslocado mesmo, e isso agora faz todo sentido. Tenho até um selo de liberdade no sobrenome.

Se você curte esse tipo de encontro, se quiser mudar o seu e o meu ponto de vista, volte que eu conto o que tudo isso tem a ver com a maneira que me comporto onde sou local, com as minhas decisões de empreender e, também, aproveito para apresentar o Vinícius, a senhorinha da praça, o comediante e o casal do carro ao lado.

Autor
Acredito no poder transformador dos deslocamentos, independente da distância percorrida. Atualmente sem rótulos no ‘souto no mundo’ e coidealizador do Beagá COOL, uma rede de valorização de negócios COOL: criativos, originais, ousados e locais. Prefiro não ser definido pelo trabalho, mas se quiser entender minha trajetória profissional, o LinkedIn está aí pra isso. Ah! E um café é sempre melhor que um skype, porque a gente só muda quando a gente se encontra. Então, me chama porque aqui pretendo falar sobre experiências locais, de onde eu estiver.

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