Adeus (ou, quem sabe, até logo!)

 

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Foram 7 anos de intensas trocas com Belo Horizonte e com as pessoas que aqui vivem. 7 anos de aprendizados, protótipos, erros, acertos e, principalmente, insistência. 7 anos de descobertas fortuitas, conexões improváveis e parcerias transformadoras. 7 anos de cafés, sanduíches, reuniões e drinks. 7 anos de uma pequena revolução. 7 anos que precederam um fim.

Os desdobramentos da atual crise e a imprevisibilidade trazida pela pandemia do COVID-19 nos exigiu a triste, embora necessária, decisão de fecharmos nossas portas. Nosso espaço na querida esquina da Afonso Pena não retomará suas atividades. Esperamos que esse ponto final possa se transformar em vírgula ou travessão. Daqui pra frente, nossa missão é imaginar outras formas de existir.

Estamos abertos a conversar com todos aqueles que fazem parte de nossa história e de nossa comunidade e queiram trocar ideias sobre futuros possíveis.

O casarão que por 4 anos foi nosso ponto de encontro preferido está aberto para novos empreendimentos que queiram continuar essa ou outras histórias. Toda a estrutura das operações do GUAJA encontra-se disponível para novos capítulos. Temos certeza de tudo aquilo o que construímos não tem fim aqui.

Você pode entrar em contato comigo pelo [email protected] 🙂

A história que fica

Foi em 2013 que comecei a estudar a crescente tendência dos espaços compartilhados de trabalho pelo mundo e percebi a abertura para essa revolução também em Belo Horizonte. Nasce um dos primeiros coworkings do país: o Guajajaras Coworking, uma homenagem à rua onde nascemos, no centro da cidade. Uma parceria entre mim e meu irmão, Bruno Durães. Uma novidade completa para a comunidade criativa de BH.

Em 2015, estreitamos nossos laços com a cidade, seus personagens e suas dinâmicas urbanas. A Alfaiataria, que veio a ser um protótipo do GUAJA, marcou o início de uma transição no mercado criativo de Belo Horizonte. O ano de 2016 — nosso divisor de águas — marcou nossa transformação naquilo que mais queríamos ser: um espaço que potencializa as conexões. Nossa marca, que sempre teve o propósito de empoderar pessoas, também se empoderou, e cresceu com cada conexão que ali foi estabelecida.

Uma equipe de 5 pessoas se transformou em um supertime de 40. Fomos a sede de outras empresas e o escritório de profissionais que também acreditam no poder do compartilhamento e na força do coletivo. Desenvolvemos um portal digital de conteúdo autoral, lançamos o guia cultural No Rolê, realizamos e curtimos o Festival Locais, participamos da Casacor Minas, inauguramos pop-ups em shopping centers, promovemos painéis de discussão. Deleitamo-nos com deliciosos cardápios diurnos e noturnos, recebemos visitantes de todos os continentes, criamos uma fruta imaginária e o suco de sua polpa.

Falamos sobre comunidade, cultura, arquitetura, música, gastronomia, finanças, tendências, design, cinema, empreendedorismo, saúde. Fomos palco de novos projetos, workshops, eventos corporativos, lançamentos de livros, casamentos, aniversários, sessões de filmes. Tudo em um espaço aberto ao público e que não se limitava às paredes da casa.

Fizemos a diferença justamente por essa diversidade que sempre esteve em nosso DNA e por toda a rede que compartilhou dos nossos propósitos, acreditou em nossas ideias. Somos imensamente felizes e gratos por termos feito história junto a outras tantas iniciativas incríveis que fazem de BH um circuito especial e único.

Uma vez plantada, a semente de guaja sempre trará bons frutos.

Não nos esqueceremos.

Adeus!

(Ou, quem sabe, até logo).

Lucas Durães, arquiteto e cofundador do GUAJA.

Autor
Lucas Durães (1988) é arquiteto e urbanista pela UFMG, tendo complementado sua graduação em Milão (Politecnico di Milano, 2013-14) e Roma (Università Tor Vergata, 2012). Seu Trabalho de Conclusão de Curso “Belo Horizonte sobre Trilhos” alcançou nota máxima e foi indicado ao prêmio Opera Prima pela EAUFMG. Ainda durante a graduação, Lucas fundou o GUAJA, importante plataforma de empreendedorismo e educação com foco nas áreas de arquitetura e design. Em 2018, fundou A Central, espaço de cultura e gastronomia localizado no hipercentro de BH que busca articular iniciativas que resgatem e valorizem a produção cultural local. Enquanto arquiteto, Lucas trabalha junto a diversas empresas no desenvolvimento projetos de espaços de trabalho e varejo. Atualmente, participa, junto à PBH, do projeto de requalificação da Feira Hippie, que completa 50 anos de história em 2019.

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  1. Que triste saber disso. Vou ficar na torcida para esse momento passar logo e essa decisão ser só uma vírgula. O Guaja me trouxe histórias que estão marcadas para sempre.

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