Receba artigos sobre cidades semanalmente em sua caixa de entrada!

×

Depois que você viaja sozinho por muito tempo e passa por experiências transformadoras ou encontros inesperados, cada nova viagem já começa com o sentimento de “o-que-será-que-vem-desta-vez?”. E já sabendo que fazer turismo pra mim é trocar qualquer visita a um ponto turístico por uma possibilidade de sair do caminho padrão, fiquei apreensivo de como funcionaria uma viagem com cinco amigos.

Partimos rumo à Itália. No roteiro, algumas paradas em Amsterdam e Berlim, e nada muito elaborado, apenas locais para dormir, algumas dicas de conhecidos e só. O plano foi encarar o inverno europeu por 28 dias e como lidar com 6 pessoas decidindo o que e onde comer (tarefa hercúlea!).

Os melhores momentos aconteceram, obviamente, quando havia comida envolvida no rolê (e vinhos a preço de água), seja ao redor de uma mesa de café, almojanta ou naquele piquenique no alto do penhasco em Portovenere. Criei até um concurso particular para eleger o melhor carbonara da Itália. Mas o inesperado não acontecia e eu pensando que tudo bem também, cada viagem tem seu aprendizado e eram muitas massas a experimentar.

Até que em Roma, no último dia, todos decidem visitar o Vaticano, menos eu. Cansado do mar de turistas daquela cidade, decido sair sozinho completamente sem rumo, subir e descer escadas na contra-mão da maré. E a mensagem no celular ditaria o ritmo do dia: “Onde você está agora? Estou no intervalo do trabalho”. Aplicativos de encontros podem guardar ótimas surpresas para além dos seus propósitos (o que quase sempre acontece por aqui). “Estou a caminho do Pigneto”. Um lugar perigoso para turistas, ele retruca. Italianos são meio dramáticos, mas topei a sugestão de mudar a rota para uma praça bem longe dos flashes e selfies turísticos. E foram 2 horas de uma conversa tranquila, sem flerte, sem intenções que não as de simplesmente saber mais sobre nossas diferenças culturais, as viagens que fizemos pelo mundo e as que gostaríamos de ainda realizar. Nascia ali uma amizade de um encontro inesperado (com a ajudinha da tecnologia).

Eu me perdi de novo para me achar no meio daquilo que eu mais aprecio em viagens: guardar o escudo da vida e abrir um sorriso para o desconhecido. Itália, você foi uma bela e arrebatadora surpresa.

Ah! E o melhor carbonara daquele país (que pretensão a minha!) foi da Hostaria Romana, caso você queira incluí-lo no seu próprio ranking.

Autor
Acredito no poder transformador dos deslocamentos, independente da distância percorrida. Atualmente sem rótulos no ‘souto no mundo’ e coidealizador do Beagá COOL, uma rede de valorização de negócios COOL: criativos, originais, ousados e locais. Prefiro não ser definido pelo trabalho, mas se quiser entender minha trajetória profissional, o LinkedIn está aí pra isso. Ah! E um café é sempre melhor que um skype, porque a gente só muda quando a gente se encontra. Então, me chama porque aqui pretendo falar sobre experiências locais, de onde eu estiver.

Share the love.

Se este artigo te fez lembrar de alguém, mostra pra elx!

Você vai gostar

16 fevereiro — arquitetura + design

Mármore: uma demonstração de personalidade

por

De ares monásticos e associado a eventos solenes, o mármore, rocha natural de origem calcária, carrega no grafismo de seus veios e… continue lendo ->

17 fevereiro — gastronomia + vida contemporânea

A urgência do para sempre e o bolo fofo que você respeita

por

Entre o vestibular, o relógio biológico e a casa própria, quanto você conseguiu descobrir sobre quem realmente é? Aqui, uma receita… continue lendo ->