Casa Ateliê, alma e história

 

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A Casa Ateliê, na rua Gonçalves dias, no bairro Santo Agostinho, é a de número 15 no livro Casa e Chão – Arquitetura e Histórias de Belo Horizonte. Construída em 1943, ela tem várias características originais ainda preservadas, como o piso de parquet com madeiras de peroba-do-campo rosa, jacarandá e pau-marfim. Nesta série para o GUAJA, desta vez escolhemos o depoimento da proprietária Antônia Chaves, sobre uma casa com alma e história:

“A Casa Ateliê surgiu na vida da minha mãe, a estilista mineira Águeda Chaves, há exatos 26 anos. Com a ideia de ter um novo local para seu ateliê de alta costura, minha mãe foi em busca dos classificados de jornal! Lá estava: “casa antiga no Santo Agostinho”. Era do início dos anos 1940 e estava “abandonada” havia mais de 10 anos…

Mamãe conta que quis comprar a casa por causa da escada esculpida à mão!

O próximo passo foi convencer a imobiliária de que o imóvel tinha que ser dela, pois uma construtora queria o terreno para construir um pequeno prédio. Com todo seu poder de convencimento, conseguiu fechar negócio. Casa comprada, contratou um restaurador das igrejas de Ouro Preto, que descobriu, atrás de sete camadas de tintas na parede, a cor original.

O piso preto era por causa das camadas de cera que por anos foram passadas. Após raspado, descobrimos lindos parquets de peroba do campo, peroba do campo rosa e jacarandá.

Desde pequena acompanhava o trabalho da minha mãe na casa, me perdia entre as noivas, véus, rendas, sedas e bordados. Já adulta, formada em administração, trabalhei no mercado publicitário por anos, mas no início de 2015 decidi que era hora de voltar para lá. Idealizei o projeto da Casa Ateliê e abri para a cidade meu universo particular.

Elegante, mas daquela elegância natural, sem nenhuma ostentação. Charmosa, nos mínimos detalhes, porque são exatamente os detalhes que ficam na memória. Paraíso para os que amam art déco, objetos de design, peças garimpadas, arte urbana, jabuticabeira, ar livre, tudo harmonicamente misturado. Uma casa com alma e história”.

*O livro Casa e Chão – Arquitetura e Histórias de Belo Horizonte pode ser comprados pelas redes sociais do Chão Que Eu Piso e do Casas de Belo Horizonte. E também no GUAJA, um dos nossos pontos de venda (Av. Afonso Pena, 2881, Funcionários, BH).

Autor
Idealizado pelas jornalistas Paola Carvalho e Raíssa Pena em 2013, o projeto vem catalogando fotos de pisos encontrados em construções históricas de todo canto do mundo. Já são mais de 250 histórias e 12.000 registros de pisos enviados por colaboradores de vários países, como México, Polônia, Vietnã, Marrocos, França, Itália e Estados Unidos. A ideia é não apenas destacar a beleza estética do chão, como também chamar atenção para as histórias que esses pisos testemunharam e o estilo que eles carregam. Se juntou, em 2016, ao projeto Casas de BH para lançar o livro Casa e Chão — Arquitetura e Histórias de Belo Horizonte.

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