Chá e óleo para degustar micropartes de felicidade

 Foto: Unsplash

Receba artigos sobre diversidade semanalmente em sua caixa de entrada!

×

“Felicidade” vem do latim “felicĭtas, ātis”, e significa ‘prosperidade, dita, ventura’. Segundo Luís Erlin, em 8 caminhos para a felicidade, “Felix” queria dizer, originalmente “fértil”, “frutuoso”, “fecundo”.

Feliz, então, seria quem produz frutos?

Monja Coen, uma brasileira que abandonou a vida cotidiana para passar suas vivências pessoais através dos ensinamentos do dharma, disse que “condições boas nós criamos”. O budismo crê que, domando a mente e controlando nossos desejos, que são incessantes e levam à insatisfação, poderemos então ser felizes.

Acontece que nossa mente, que representa apenas uma parte do nosso ser, que é composto também de espírito, corpo e coração, parece ter sido treinada pelo inconsciente coletivo para viver o automartírio, para duvidar da nossa voz interior e buscar algo além do presente.

Então como domar as dualidades que consomem e atravessam?

Talvez a pergunta certa não esteja sendo feita pelo nosso Eu Mochileiro Das Galáxias. A pergunta a se fazer é: como fomentar a felicidade?

Quando criança fui apresentada ao livro Polyanna, de Eleanor H. Porter. Ele conta a história de uma menina que brincava o “jogo do contente”, que consistia em encontrar em todas as experiências micropartes de felicidade, ainda que as situações vividas fossem tristes de arrancar pedaço. Polyanna era uma órfã que foi obrigada a viver em companhia de uma madrasta que perambulava pelos dias de cenho franzido e cara truncada, com ódio de todos. Chegando na nova casa, Polyanna foi colocada pela madrasta para dormir num sótão sujo e sombrio, de dar medo. A menina ficou triste ao comparar seu dormitório com os outros quartos daquela casa. Mas, quando começou a explorar o lugar, se deparou com a bela vista que a janela proporcionava, e pode assim tirar o foco daquele lugar sombrio, dando espaço para a alegria.

Polyanna permitia a si mesma reconhecer a tristeza e a partir daí transpô-la. Caminhava além da feiura do sótão escuro, para lá dos sentimentos de insatisfação. Saiu do estado de negação da tristeza para a felicidade constante, que é bem diferente êxtase que causa furor vendido pela mídia. Precisamos do triste para compor o feliz, pois sem esse contraste não saberemos, genuinamente, o que é cada coisa em sua plenitude.

Fazendo um paradoxo, o jogo do contente é uma co-criação da realidade, um exercício que devemos praticar. Somos duramente responsáveis pelos próprios pensamentos e reações.

Feliz é quem dá frutos e vibra no presente, quem respira criatividade, se percebe livre e permite se fazer canal e instrumento do cosmos, já que somos, quântica e fisicamente, parte dele.

O fato de sermos respirados pelo mundo, e não o contrário, por si só é beleza e felicidade. Quando reconhecemos que não temos controle sobre nada, deixaremos que nosso SER inteiro possa enfim fluir, como um rio que simplesmente passa.

E para jogamos o jogo do contente, nos inevitáveis dias em que nosso barco atravancar por entre os galhos de um rio turvo ou de um sótão sujo, fazendo despontar no coração uma dor quase tangível, deixo cá uma receita de chá da felicidade, para ser sorvido entre um respiro e outro.

Chá da felicidade

Esse chá é super aromático e provoca a mente dando energia para começar o dia. Por ser um estimulante natural, é uma alternativa para o café, sendo ideal para quando o estômago acordar pedindo algo leve ou para as pessoas que têm problemas gastrointestinais.

Mas de onde vem o nome “chá da felicidade”?

O alecrim, ingrediente principal, melhora a produção de serotonina, neurotransmissor que estimula a conexão entre os neurônios, dando fim naquele mau humor matinal.

E pra melhorar, o óleo essencial de laranja valência, também conhecido como “óleo da felicidade”, dá o toque que faltava para essa receita. Ele também contribui na luta contra a depressão, retenção hídrica, falta de alegria e entusiasmo pela vida, sendo um calmante suave que estimula a alegria. Na área digestiva atua estimulando o apetite e diminuindo problemas como flatulência.

Esse óleo é tão maravilhoso que pode ser usado até nos xampus para tratamento de caspa, seborréia e até queda de cabelo. Basta colocar uma gotinha no frasco e agitar antes de usar.

Como vocês viram, esse chá da alegria é belíssimo para adotar no dia a dia.

Usamos o óleo essencial de laranja valência da Lazlo, que tem outras variedades de óleos de laranja também.

Segundo a Laszlo, que estuda e investe em estudos de aromaterapia, a “laranja valência é uma das espécies de laranja doce mais empregada para extração de suco no Brasil, juntamente da laranja Pêra. O seu óleo essencial se destaca por possuir um aroma mais doce e sutilmente mais perfumado que o da laranja Pêra, a qual substitui de forma até mesmo superior”.

Aroma e benefícios garantidos!

Ingredientes para 2 canecas de chá da felicidade

  • 400ml de água filtrada;
  • 4cl. (de sopa) de alecrim (seco ou natural);
  • 1 pedacinho bem pequeno de gengibre (com a casca e tudo!), ou 1/2 cl. (de sopa) de gengibre em pó;
  • 1 gota de óleo essencial de laranja valência;

Como fazer

Ferva a água e desligue o fogo;

Numa caneca, coloque todos os ingredientes, depois adicione água e espere até que o aroma apareça. Sirva em seguida!

Se você não gosta tanto do sabor amargo, vale coar o chá antes de tomar

Dica para estimular o consumo de chá em casa

Quando for receber amigos em casa, disponha sobre a mesa uma chaleira com água quente e mini potinhos com alguns ingredientes secos para infusão, como canela em pau, alecrim, orégano, hortelã, capim limão, etc.

Assim cada um poderá montar seu próprio blend!

Manter esses potinhos bem fechados em casa num lugar visível faz com que a gente sinta mais vontade de usar a natureza como forma de cura!

Se você gosta de cozinhar com óleos essenciais (OE), visite o empório virtual da Laszlo, que conta com inúmeros OE que podem ser utilizados na cozinha, como cardamomo, laranja, noz moscada, gengibre, alecrim e hortelã.

Vamos nos encontrar?

Estarei na Casa Fresca no dia 28/07 dando o workshop Cozinha Intuitiva. A proposta desse evento é criar uma conexão com a alimentação mesmo na correria dos dias e despertar a vontade de se nutrir através do autoconhecimento que a cozinha proporciona. Esse curso é voltado tanto às pessoas que já cozinham em casa quanto às que não sabem por onde começar. Acredito que a alimentação é uma forma de conexão com o corpo, e que quando estamos na cozinha é possível meditar, sentir e ouvir as panelas, deliciar com cheiros, texturas, superar nossos limites, brincar com as papilas gustativas, afinar o paladar, adorar o novo e descobrir outros sabores!

Autor
Alou, aqui quem fala é a Carol Dini! Comecei a cozinhar por um acaso e descobri em razão disso um mundo inteiro de novas possibilidades. O que mais me fascina quando estou com a barriga no fogão são os ensinamentos que essa experiência, somada à boa mesa, traz sobre viver a vida. Digo aos amigos que cozinha é lugar pra dançar, tirar folga dos problemas, despir os preconceitos, adorar o novo, apreciar os detalhes, fazer do simples algo especial, afinar o paladar, testar nossos limites, inovar, meditar sobre o correr dos dias, associar olfatos, entender o corpo, reconectar com o universo, fazer da pimenta e dos problemas ardidos algo agridoce, fartar com novos cheiros, misturar sabores e brincar com as papilas gustativas. E do que mais a vida não é feita senão disso? Corte uma Cebola, puxe ela na Manteiga e sigamos juntinhos. =) Ah, se você quiser dicas culinárias, me encontre no instagram: @carolinandini

Share the love.

Se este artigo te fez lembrar de alguém, mostra pra elx!

  1. Carol adorei a matéria, sou formada em gastronomia, cozinheira, adepta a comida de verdade e tenho interesse no workshop, gostaria de ter mais detalhes se possível.
    Abraços.

  2. Oi! Adorei seu post e a dica do chá! Até comprei o óleo essencial de laranja na Lazslo! Mas ao chegar meu óleo, notei que na embalagem está escrito que é para uso apenas externo, ou seja, não é para consumo… vi que é apenas uma gota que se utiliza, mas mesmo assim fiquei um pouco preocupada se faz mal… você sabe algo sobre isso?

    Obrigada!!

Para comentar você deve ter uma conta—só leva um minuto:

fazer login ou registrar-se