Por que, para mim, conexão é a base para transformar o mundo?

 Foto: Unsplash

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Há pouco mais de 2 anos, eu criei o Love Hacking, com a intenção de através de pesquisas, conteúdo e criação de experiências, hackear o futuro do amor. Naquela época eu sentia bastante falta de, ao analisarmos o futuro, falarmos um pouco menos sobre tecnologia, e um pouco mais sobre as pessoas, que é o que realmente importa para mim.

Existe uma tecnologia que me importa acima de todas as outras, que é a tecnologia das ideias. Se não olharmos as histórias que nos contamos sobre o que é ser humano, os paradigmas e crenças estruturais da nossa sociedade e a consequência sobre as nossas conexões, o poder que a tecnologia coloca em nossas mãos pode ser devastador.

Black Mirror

Pouco tempo depois, como acontece com muita gente, eu comecei a achar muito pequeno pesquisar e falar de amor com tantas questões urgentes no mundo. Como se o amor não fosse o que nos move! Comecei a pesquisar e trabalhar com inovação e criatividade para estimular a criação de iniciativas ecossistêmicas, que abordam necessidades profundas e problemas complexos do mundo. E dando algumas voltas eu retornei ao mesmo lugar, e identifiquei que o amor e as conexões são na verdade a base para criarmos iniciativas que fazem sentido para o mundo.

O que amor tem a ver com inovação?

Como muitos sabem, estamos passando por um momento de transformações profundas na forma como a gente vive e se organiza em sociedade. Estamos na verdade em um momento de TRANSIÇÃO.E a tecnologia é sim um dos fatores que aumenta exponencialmente a nossa quantidade de conexões. Com pessoas, possibilidades e informações. E com o aumento de conexões, aumenta também o grau de complexidade do mundo.

Mas, com tantas possibilidades e informações, parece que estamos ainda mais perdidos. Eu entendi que isso acontece porque o mundo está se tornando mais complexo, mas é como se a nossa consciência ainda não tivesse alcançado o nível de evolução capaz de lidar com tamanha complexidade.

Quando isso acontece nós ficamos paralisados, ou nostálgicos e tentados a retroceder e resgatar o mundo de antigamente, que pelo menos fazia mais sentido e a gente se sentia mais confortável em navegar. Isso explica muito a onda conservadora que cresce no Brasil e no mundo. Mas não é o mundo que precisa tornar-se menos complexo, e sim nossa consciência que precisa evoluir para que sejamos capazes de lidar com complexidade e explorar positivamente as tantas possibilidades que se apresentam agora diante de nós.

Como aprender a navegar na complexidade?

Para lidar com mais complexidade precisamos aumentar o nosso nível de consciência, dar pequenos saltos criativos que nos ajudem a enxergar o invisível, ver essas conexões e possibilidades que não estamos vendo.

E como a gente faz isso? Drogas ampliadoras de consciência, arte, meditação são algumas forma de alcançar esse estado de expansão criativa. Mas, existe também uma forma de expandir nossa consciência através da conexão profunda gerada através da atenção generativa que damos e recebemos de alguém. É então na conexão com a gente mesmo, com o outro e com o mundo que conseguimos provocar transformação no mundo.

“A coisa mais valiosa que podemos oferecer uns aos outros é um espaço para que possam pensar por conta própria”. Nancy Klein.

Tudo que a gente produz no mundo depende da qualidade do pensamento, e a qualidade do pensamento é intrínseca a forma como estamos sendo tratados, ou seja, aos nossos espaços relacionais. Se queremos expandir nossa consciência para conseguir quebrar padrões que nos prendem ao velho e enxergar possibilidades novas, precisamos criar formas de nos relacionar de forma mais profunda e verdadeira. Foi assim que eu conheci o Thinking Environment.

O Thinking Environment é uma metodologia que funciona para mim como um vetor de expansão de consciência com o outro. Um canal para acessar minha criatividade, expandir minha consciência, enxergar possibilidades, informações e conexões invisíveis.

É assim que todos os dias aprendo a quebrar padrões que me prendem ao mundo velho que talvez não faça tanto sentido mais, e é assim que faço dia após dia a minha transição.

Quer se conectar e expandir sua consciência também? Dia 26 de junho, estarei com o curso Thinking Environment: criando ambientes de inovação em Belo Horizonte no espaço das queridas do Nossa Grama Verde. As vagas são limitadas, então vem que vai ser lindo a gente se conectar!

Saiba mais no evento do Facebook ou na nossa página.

Trisha Lord fala sobre a metodologia Thinking Enviroment e como ela se relaciona com o amor.

Autor
Publicitária, escritora e facilitadora criativa, me dedico a estudar e viver a transição para uma nova economia a partir da criatividade humana. Com seis anos de experiência em processos criativos, desenvolvi projetos com criação e gestão de marcas, projetos criativos, e criação de ambientes colaborativos através de espaços de conversas de qualidade e pensamento disruptivo. Trabalho com conhecimentos e ferramentas advindas da Teoria U, Design Thinking, Comunicação Não Violenta, Thinking Environment, Transition Design, Art of Hosting, Transition Towns, Economia Colaborativa, Criatividade Quântica e Constelações de sistemas

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