O futuro do conteúdo de marca

 WebSummit Lisbon 2019 Pavilion 1 Day 4

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Pra começar, vamos partir do óbvio, mas dito por um dos nomes mais respeitados do mundo quando o assunto é storytelling. Graham McDonnell, diretor do New York Times, nos lembra que “temos que parar de interromper as pessoas com aquilo que para elas não tem interesse e dar-lhes o que as interessa”.

Nos paineis e palestras sobre o tema, durante o WebSummit 2019, um ponto ficou acordado: conteúdo de marca é sobre conexão humana. É estar centrado nas pessoas e não do cliente e compreender o universo que cerca essa pessoa, quais as conversas ela quer ter e como a marca pode fazer parte dessas conversas. E, ainda bem, parece que estamos amadurecendo na forma de produzir conteúdo digital. Vamos nos despedir da produção insana de altos volumes de conteúdo e dar lugar à coerência, consistência e autenticidade.

Conteúdo relevante precisa de frequência, autenticidade e qualidade. Mas a qualidade que não seja perfeita. Hoje, a perfeição é inimiga da autenticidade” – Ian Somerhalder

Inclusive, fica o alerta, produzir muito conteúdo pode levar as marcas à mediocridade. Não é sobre quantidade, nem velocidade, é sobre agir estrategicamente e acompanhar as mudanças de comportamento das pessoas.

E o que hoje é relevante para as pessoas?

No painel que reuniu Ian Somerhalder (ator, ativista e diretor, protagonista das séries Diários de um Vampiro e Lost), Dylan Collins (fundador da SuperAwesome) e Eyal Baumel (CEO da Yoola), a resposta foi 3Ps: people, planet, profit (pessoas, planeta e ganhos pessoais). Conteúdos que respeitem esses interesses têm mais chances de sucesso.

Agora, sobre formato, o futuro é um clássico: storytelling. Continuamos apaixonados por boas narrativas. E Graham McDonnell compartilhou algumas dicas para fazer isso direito:

  • Na tríade personagem-problema-resultado, que forma as boas histórias, a marca nunca deve ser a protagonista.
  • Crie narrativas visuais, porque, como diz o ditado, as imagens valem mais do que mil palavras.
  • Cuide da dinâmica da história, porque ajuda a manter a atenção.
  • Garanta algum nível de interatividade.
  • Torne a mensagem óbvia, não sendo necessário explicá-la.

E pra fechar, ainda segundo Graham, vale lembrar: “o conteúdo é rei, mas a execução é o seu castelo”.

O artigo que você acabou de ler é apenas uma parte da série especial sobre o WebSummit 2019. Se quiser entender melhor e acessar os outros artigos disponíveis, dá um pulo aqui!

Autor
Tiago Belotte é fundador e curador de conhecimento no CoolHow – laboratório de educação corporativa que auxilia pessoas e negócios a se conectarem com as novas habilidades da Nova Economia. É também professor de pesquisa e análise de tendências na PUC Minas e no Uni-BH. Instagram: @tiago_belotte

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