12 passos para criar um curso — e ganhar dinheiro com isso (Parte 2)

 

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Esse post é a continuação do 12 passos para criar um curso, que comecei mês passado. Como ficou muito longo, decidi dividí-lo em duas partes. Leia o primeiro post, originado das dúvidas dos alunos da primeira edição do curso Aprenda a Ensinar no Século XXI, aqui no GUAJA.

  1. O que essa pessoa precisa sair do curso sabendo fazer?

Esse é o que chamamos de objetivo primário do curso. Perceba que não usei “sair do curso sabendo”, mas “sair do curso sabendo fazer”. Num geral pessoas que procuram um curso livre procuram um conhecimento prático, e não apenas teórico. Cuidado para não cair na armadilha de aula-palestra, em que você fala um monte de coisa, as pessoas escutam, mas depois não sabem o que fazer com isso. Pense numa forma de aplicação do conhecimento. Especialmente em épocas de crise, como a que estamos enfrentando agora, se você não apenas oferecer conhecimento aplicável, mas também de algo que possa ajudar as pessoas a ganharem dinheiro, tanto melhor. Mais chances de sobreviver em um cenário de incertezas. Falamos muito mais sobre isso no curso Aprenda a Ensinar no Século XXI, que te ensina a fazer cursos, caso você tenha interesse.

  1. Plano de aula

Boa parte do trabalho de um professor é invisível: trabalhamos muitas horas fora da sala de aula para que sejamos capazes de facilitar experiências de aprendizagem dentro dela. Simplesmente saber de um assunto não significa saber ajudar outras pessoas a aprenderem esse assunto. Lembra daquele professor da faculdade que você percebia que ele sabia muito sobre um assunto mas que não “conseguia explicar”? Isso muitas vezes se deve ao mau planejamento de aulas. Para cada hora dentro da sala de aula, eu gasto entre duas a três horas fora dela, organizando e planejando:

  •  Pensando quais temas são mais relevantes ensinar – dentro das mais de mil horas de aprendizagem sobre publicidade e marketing digital mais os 15 anos de experiência que tenho no tema, o que é relevante para o público desse curso livre e que cabe ensinar nessa carga horária?
  • Pensando em detalhes desses temas – para que a pessoa compreenda Buyer Persona, por exemplo, ela precisa compreender o básico sobre Design Thinking, pesquisas de dados primários e de dados secundários. 
  • Pensando em como ensinar esses temas de forma prática, rápida, e com exemplos análogos e referências;
  • pensando em como tiro da lógica de “ensino” para o de “aprendizagem” – aplicando metodologias ativas de aprendizagem, para estimular a autonomia e protagonismo na educação.

Além de imaginar como posso facilitar a aprendizagem desses temas há sempre os testes: na primeira turma de um curso percebemos claramente o que vai funcionar na prática ou não. 

  1. Precificação

Um tema que gera sempre muitas dúvidas é: quanto devo cobrar pelo curso? Eu não sou especialista em precificação (recomendo o trabalho da maravilhosa Pâmela Margarida do Faço as Contas para isso), mas posso dar algumas dicas de como calculo os preços dos meus cursos.

  • Faça pesquisas de cursos com temática e carga horária parecidas com os do seu curso. Se houver presencial e na sua cidade, melhor, se não, baseie-se em cursos em cidades com características parecidas com a sua (IDH, população, entre outros).
  • Entenda se o seu produto é capaz de oferecer menos, igual ou mais do que o mercado oferece. Minha dica é tentar mirar no mais, mas seja honesto consigo mesmo. Se o seu produto entregar menos do que o mercado e você cobrar mais do que o mercado, existe uma grande chance de ter problemas no futuro.
  • Precifique-o de acordo com essa percepção de valor que o público vai ter do seu produto. Se você entrega mais do que outros cursos, pode cobrar um pouco acima do mercado. Lembre-se de incluir política de descontos e inscrições mais baratas para quem se inscrever com antecedência.
  • Outra forma de precificar é a partir dos custos: quanto custa produzir seu curso + a margem de lucro que você deseja.
  • Mais uma maneira é mirar no quanto você gostaria de ganhar e fazer uma conta reversa de quanto seu curso precisa custar. 
  • Caso escolha alguma das duas últimas formas, não se esqueça de checar se os seus valores estão abaixo, equivalentes ou acima do mercado. Tenha argumentos – do ponto de vista de entrega para o público –  para justificar o porquê do seu curso custar mais, se for o caso.
  1. Descrição do curso

Além do plano de aulas (o que irá compor o conteúdo programático do curso, ou seja, o que as pessoas vão aprender e em que ordem) uma boa descrição de curso também tem mais informações:

  • Objetivo do curso
  • Para quem é esse curso (público-alvo, ou personas)
  • Local, dias e horários
  • Preços e descontos

A melhor dica que posso dar sobre criar descrições de curso é: se coloque no lugar do seu público e pense o que ele quer saber sobre isso. Use ferramentas como o Google Trends para descobrir o que as pessoas digitam no Google relacionado ao seu tema. E lembre-se de usar termos simples, que qualquer pessoa não-especialista no assunto seja capaz de entender (ou explique termos técnicos que precisem ser citados).

 

  1. Marketing Digital para cursos

Aprender a divulgar um negócio na internet é imperativo para os dias de hoje. E na internet um pequeno negócio (como esse curso livre que você está criando) tem mais chances de chegar no público certo por um custo menor do que em mídia de massa. A grande vantagem da internet é a viabilidade de anunciar com valores pequenos. Para anunciar no Grupo Facebook (Facebook ,Instagram e, a partir de 2020, Whatsapp) sua verba precisa ser de apenas um real por dia. Ou seja: custa a partir de R$7 um anúncio de uma semana. Além disso há inúmeras formas de divulgação que não exigem investimento em dinheiro. No curso Aprenda a Ensinar no Século XXI dou um framework (um modelo) de trabalho de marketing digital voltado especialmente para cursos de curta duração, que já testei ao  longo de mais de 30 edições de cursos próprios. Mas você pode começar a aprender sobre isso lendo os posts do Minas Digitais no GUAJA ou seguindo o @minasdigitais no Instagram.

  1. Avaliação de satisfação

Sabemos que indicações de outras pessoas são fundamentais no processo de decisão de compra, especialmente de serviços. Para ajudar seu público a confiar em você, colete sempre a opinião dos seus alunos sobre o curso. Eu recomendo especialmente duas formas: 

  • depoimentos em vídeo – o maior nível de credibilidade que você pode conseguir em avaliações sobre sua empresa na internet. Ter alguém real dizendo com as palavras delas o que acharam sobre o curso faz com que outras pessoas que nem te conhecem possam confiar que você vai ajudá-las com o conhecimento que elas procuram;
  • Pesquisas de satisfação usando o Net Promoter Score – uma metodologia de criação e avaliação de satisfação de clientes que, em apenas duas perguntas, te permite um diagnóstico preciso sobre saúde da sua marca no ambiente digital.

Espero que essas dicas possam te ajudar a dar o primeiro passo no sentido de criar seu próprio curso presencial. Gostou das dicas? Comece a aplicá-las e me diga se lhe foram úteis nos comentários. Se interessou pelo curso? Aproveita que temos a segunda turma já marcada, inscreva-se já.

Autor
Ana Paula Coelho ensina profissionalmente desde 2003. Já ministrou treinamentos de softwares, oficinas, minicursos, aulas em graduação e pós graduação, presenciais e à distância. Desde 2012 no ensino superior, hoje é professora na pós-graduação na PUC Minas Virtual e no UNIBH. É educadora certificada Google Nível 1. Vive exclusivamente de ensinar o que aprende desde 2016, e essa renda anual é equivalente ao seu melhor emprego de 9 às 19h. Criou o curso de Marketing Digital para Produtores Locais, que capacitou mais de 400 pequenos empreendedores em BH e Brasília. Criou também o curso Mídias Sociais para Produtores Locais. Ambos são agora de sua segunda empresa, o Minas Digitais. Foram mais de 30 edições de cursos livres desde sua estréia em 2014, no ainda Guajajaras Coworking. Ana traz mais de 15 anos de experiência em marketing, comunicação, tecnologia e negócios agora para o mercado de educação.

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