Oficina de Criação Literária com Fabrício Carpinejar

A poesia está nos quadrinhos, na Bíblia, no rock, na bula do remédio, na etiqueta do sutiã. Não há como viver sem poesia. Ficamos incomunicáveis. Ela é um atalho da linguagem. Uma simplicidade comunicativa. Foi estigmatizada de difícil, de complicada, de inacessível, mas é o contrário: facilita o entendimento. No futebol, o narrador morreria descrevendo um jogo. Ai, eu disse “morreria”, desculpa, foi um exagero poético. É uma figura para dizer que ela se cansaria. A poesia exagera ou diminui, para chegar perto da adrenalina do momento. Morreria é uma sensação de ultrapassar os limites. Não é morrer de verdade, morrer literal. Quando digo que minha mulher me levou aos céus depois de um beijo, eu não fui ao céu e voltei. É a impressão de vertigem do amor. No instante em que Pablo Neruda, poeta chileno Nobel de Literatura, coloca que o cheiro da barbearia lhe faz chorar aos gritos não é para levar a sentença ao pé da letra: ele confessa seu medo da navalha e da tesoura.

Como é a oficina?

De maneira prática e surpreendente, a Oficina de criação literária pretende mostrar que a literatura mais acontece quando não pensamos que é literatura. Vamos capturar a espontaneidade da conversa e da lembrança.

O objetivo é conscientizar poetas e leitores da importância da brincadeira da linguagem, das inversões do ponto de vista e da alegria de ser o que também imaginamos. Precisamos exercitar a observação da realidade, disciplinar o senso crítico e esclarecer a experiência literária.

Qual será o programa?

Identificação ou intimidade. Nomear não é explicar. Falar de si como se fosse um outro – falar do outro como se fosse pessoal. Nadar: Respirar, mergulhar. O argumento do poema. O contra-senso. A história invisível e a surpresa. Os andaimes do verso. O espaço. A atmosfera. A voz do autor e a voz do poema. Contenção e densidade. Linhas narrativas na poesia. Cantar uma história contada. A metáfora e a montagem (o poema é um desenho animado). A oralidade e o ritmo. Persuasão e sedução. Diferenças entre a consciência do poema e a consciência do poeta.

Metodologia

Exercícios práticos como cartas, troca de sapatos, esvaziamento de bolsas, jogo da forca, lista de mercado, relação de objetos perdidos, para acentuar os movimentos de dedução e fantasia literária.

Calendário

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19h — 22h30

Quem vai me ensinar tudo isso?

Fabrício Carpinejar

Caracterizado por Luis Fernando Verissimo como “usina de lirismo” ou dono de uma influente imaginação destacada por Millôr (“Vai, lê ele, devagar, decifra-o e ele te devora”), Fabrício Carpinejar chama atenção pela contundência e originalidade de suas opiniões. Publicou quarenta livros entre poesia, crônicas, infanto-juvenis e reportagem, detentor de mais de 20 prêmios literários. Atua como comentarista do programa Encontro com Fátima Bernardes da Rede Globo e colunista dos jornais Zero Hora e Globo. Durante dez anos, de 2001 a 2011, trabalhou na Unisinos, onde foi professor e coordenador de curso e idealizou as graduações de Formação de Produtores e Agentes Literários e Formação de Produtores e Músicos de Rock. Foi escolhido pela revista Época como uma das 27 personalidades mais influentes na internet. Seus guardanapos digitais são uma febre entre os internautas e as suas postagens ultrapassam mais de um milhão de leitores. Coaching do amor ou mago das palavras, é uma das figuras mais solicitadas por empresas no país para falar sobre criatividade em ambientes de crise e adversidade. Já participou como palestrante de todas grandes feiras e festivais literários do país, como Jornada Literária de Passo Fundo e Festival Internacional de Paraty (RJ).

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Onde ocorre

GUAJA

Avenida Afonso Pena 2881
Funcionários, Belo Horizonte – MG

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