Building the Future:
Mercado Imobiliário

Duração
8 horas

Inclui
coffee break
happy hour

3 quartos, lazer ideal. 4 suítes, 4 vagas livres na garagem. Pavimento corrido com ar condicionado. Passa-se o ponto. Breve mais uma atração para você neste shopping. Compre o apartamento e ganhe um carro zero na garagem. Cozinha gourmet equipada. Vista para o mar. Venha tomar um drink conosco.

De um lado, a cidade parece um outdoor de ofertas de produtos imobilários encalhados. De outro, um contingente de pessoas insatisfeitas, que não se veem naqueles espaços que reproduzem as lógicas de vida de seus pais e avós. A produção imobiliária está em crise.

Reinventar-se ou desaparecer. Esse dilema, que tem afetado contemporaneamente todos os meios de produção convencionais, é também uma urgência para quem atua na produção imobiliária das cidades brasileiras.

Todos os meios de produção baseados em uma lógica de progresso e crescimento econômico que partem de uma estratégia evolutiva tendem a desaparecer. A transformação dos contextos sociais, econômicos e culturais se acelera. Empresas sólidas desaparecem rapidamente pela obsolescência acelerada de seus produtos e processos. O sistema produtivo do mercado imobiliário e seus produtos padronizados já não respondem às demandas contemporâneas para habitar e trabalhar nas cidades. Por outro lado, empresas cuja estratégia se baseia em lógicas revolucionárias, que partem do desenvolvimento de novas ideias e não do aprimoramento de ideias antigas, são as que têm sucesso hoje. O computador pessoal destruiu a Olivetti, que um dia foi a mais importante fabricante de máquinas de escrever, hoje produtos de museu. O Airbnb introduziu uma lógica de locação que compete com hotéis e empresas imobiliárias. A Uber concentra riquezas extraídas dos sistemas locais regulamentados de transporte. Profissões, negócios e produtos desaparecem com uma rapidez nunca vista. O apartamento-tipo que o mercado insiste em continuar produzindo é a máquina de escrever do Século XXI.

Outro pilar que alimentava a produção imobiliária era o crescimento demográfico. As cidades brasileiras se urbanizaram rapidamente na segunda metade do século XX, trazendo enormes contingentes populacionais do campo que produziram demandas gigantescas para a construção de edifícios, equipamentos e espaços públicos. Essa transformação já se esgotou. Quase 90% da população vive hoje nas cidades. O estoque imobiliário disponível já é equivalente ao déficit de habitações. Não há mais demandas quantitativas. Mesmo em um improvável cenário de retomada do desenvolvimento econômico, já não haverá demanda como em outros tempos. Sobreviverá quem se reinventar primeiro.

Quais as novas lógicas de produção, ocupação e uso de espaços num mundo hiperconectado?

Quais as novas dinâmicas de trabalho no mundo hoje? Que espaços elas demandam?

O que as pessoas desejam e não encontram?

São possíveis outros modos de vida na cidade?

Como requalificar estruturas existentes obsoletas?

Como potencializar e usufruir da vida urbana?

Como ampliar a vida útil das estruturas projetadas?

Como gerir espaços em um mundo baseado na lógica de compartilhamento?

Como reinventar a produção imobiliária neste novo contexto?

Essas são perguntas urgentes, cujas respostas estão por ser construídas. Dessas respostas talvez surjam novos modos de gestão e produção imobiliária, novos mercados e novas possibilidades para quem (re)desenhará e viverá nas cidades nas próximas décadas.

Calendário

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08h30 — 18h15

8h30

Welcome breakfast e credenciamento

9h30

Abertura e apresentação dos convidados

Carlos Alberto Macielsócio-fundador do ArquitetosAssociados, professor na UFMG

10h00

Novos mercados, novas práticas, novos espaços

Pensar a arquitetura como infraestrutura implica em reconhecer seu potencial de construção da cidade e sua abertura à transformação. Construções duram mais do que pessoas. Pensar sua permanência digna, ativando o espaço público e acomodando usos imprevistos é um modo de redefinir o potencial de novas estruturas e de edificações obsoletas como oportunidades para a cidade.
Além de abordar esses temas na aula de abertura do curso, Carlos Alberto atuará como mediador em cada uma das aulas dos demais convidados, articulando os diversos conteúdos ao longo do curso.

Carlos Alberto Macielsócio-fundador do ArquitetosAssociados, professor na UFMG

11h00

Tendências e comportamento

Tiago Gamalielespecialista em Coolhunting

12h00

O arquiteto incorporador

Mais que arquitetos, cidadãos. Mais que edifícios, gentilezas. Assim se definem os profissionais da Smart, que integram arquitetura, desenvolvimento e conceituação imobiliária em Porto Alegre.

Ricardo RuschelSmart Arquitetura (Porto Alegre)

13h00

Intervalo

Pausa para o almoço (não incluído no valor da inscrição) e networking.

14h15

O valor da arquitetura na incorporação imobiliária

Como seria uma cidade mais humana, voltada para a vivência e para o pedestre, e menos para a obtenção de rendimentos financeiros?

Em geral a construção das cidades em que vivemos não parte de um projeto de arquitetura, mas sim é o resultado de forças e agentes que não são arquitetos.

Vamos abordar aspectos da morfologia urbana, que na maior parte das capitais brasileiras é o resultado imediato entre legislação e lucro máximo, e está longe de ser a ideal para os cidadãos.

Lua NitscheNitsche Arquitetos (SP)

15h15

Crowdfunding imobiliário

Como reinventar o financiamento imobiliário? A partir da lógica do financiamento coletivo, Lucas Obino nos apresentará a experiência da URBE.ME, a primeira empresa habilitada na CVM para essa modalidade.

Lucas ObinoOSPA (SP)

16h15

O Real Estate da Economia Compartilhada

A WeWork, atualmente, está entre as dez startups mais valiosas do mundo, segundo o Wall Street Journal, com valor estimado em mais de 17 bilhões de dólares. A companhia tem cerca de 160 endereços em diferentes países e um número de membros que supera 80.000. Esses valores estão diretamente relacionados à economia compartilhada, que está conectada à vontade dos indivíduos em executarem ideias, com menos ênfase no protagonismo. E o compartilhamento não para no coworking: atualmente, existem espaços compartilhados também para o varejo e as indústrias. Isso indica uma nova direção, e vai impactar a demanda de espaços, seus moldes e o planejamento das cidades.
Esses fatores se conectam ao mercado imobiliário por indicarem uma forma de comercialização focada no serviço, e não na venda ou no aluguel. Existe uma nova camada, correspondente a este novo modelo, que explora o imóvel com valores superiores aos usuais de aluguel — algo que não existia até 10 anos atrás. O que viabiliza esse formato é a tecnologia e suas plataformas que contribuem para uma relação de confiança entre quem oferece o serviço e quem consome (relação essa que estava enfraquecida, culturalmente, nas últimas décadas). O que vem a seguir no mercado imobiliário? Saber explorar as possibilidades do co-everything e unir as plataformas digitais a serviços palpáveis pode ser o caminho para a inovação nos próximos anos.

Guilherme ChernicharoGerente de Comunidade da WeWork em BH

17h15

Painel com todos os convidados

Lucas Durães (mediador)Arquiteto e fundador do GUAJA

18h15

Happy hour

Onde ocorre

GUAJA

Avenida Afonso Pena 2881
Funcionários, Belo Horizonte – MG

Mostrar no Google Maps

Construa o futuro

Crédito em até 6x
ou débito (Maestro)
Crédito em até 6x
ou débito (Electron)
Crédito em até 6x
Vencimento em 3 dias úteis

Mais sobre os professores

Carlos Alberto Maciel



Carlos Alberto Maciel é arquiteto, mestre e doutor pela Escola de Arquitetura da UFMG, onde é professor de projeto. É um dos sócios fundadores do escritório de arquitetura ArquitetosAssociados, um dos escritórios brasileiros mais reconhecidos de sua geração, baseado em Belo Horizonte e responsável por diversas obras premiadas no Brasil e no exterior, como as Galerias Miguel Rio Branco e Claudia Andujar, ambos em Inhotim. É também sócio-fundador da OVO, empresa que procura introduzir valores da arquitetura na produção e no mercado imobiliário. Pensar a arquitetura como infraestrutura implica em reconhecer seu potencial de construção da cidade e sua abertura à transformação. Construções duram mais do que pessoas. Pensar sua permanência digna, ativando o espaço público e acomodando usos imprevistos é um modo de redefinir o potencial de novas estruturas e de edificações obsoletas como oportunidades para a cidade. Além de abordar esses temas na aula de abertura do curso, Carlos Alberto atuará como mediador em cada uma das aulas dos demais convidados, articulando os diversos conteúdos ao longo do curso.

Tiago Gamaliel

Coolhunter

Com expertise em comunicação, design e mapeamento de tendências, entrego inteligência cultural para os projetos. Trabalho para ajudar marcas e organizações a entender e se envolver com a cultura contemporânea. Além de identificar tendências, adoto uma abordagem holística de interpretá-las e explicá-las. Através da conceituação do contexto social mais amplo das tendências, meus projetos e ativações ajudam meus clientes a acessar organicamente a cultura jovem. Participei em projetos para Telefonica (Espanha), KWS (Alemanha), Samsung, Motorola, MECA Inhotim, Oi, WGSN, Yunus Social Business, ThoughtWorks.

Ricardo Ruschel



É sócio-fundador do Smart Arquitetura, em Porto Alegre, grupo especializado em arquitetura para a vida contemporânea. Mais que arquitetos, cidadãos. Mais que edifícios, gentilezas. Assim se definem os profissionais do Smart, que integram arquitetura, desenvolvimento e conceituação imobiliária.

Lua Nitsche



Arquiteta e Urbanista pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo, em 1996. Em 1998, ganhou primeiro prêmio no concurso para Plano Diretor de Restauração da Faculdade de Medicina da USP em colaboração com o escritório Andrade Morettin. Em 2001 Fundou a NITSCHE ARQUITETOS ASSOCIADOS LTDA com o irmão Pedro Nitsche, após ter trabalhado nos escritórios: Felipe Crescenti, André Vainer & Guilherme Paoliello e Isay Weinfeld. É professora de projeto na Escola da Cidade - Faculdade de Arquitetura e Urbanismo desde 2009.

Lucas Obino

URBE.ME

Lucas Obino é Arquiteto e Urbanista, é sócio fundador do URBE.ME, a primeira empresa brasileira de Crowdfunding Imobiliário. Também é sócio fundador da OSPA Arquitetura e Engenharia, escritório que conta com diversas premiações e publicações nacionais e internacionais e vice presidente da AsBEA-RS.

Guilherme Chernicharo



Guilherme é o Gerente de Comunidade da Wework em BH, respondendo pela expansão e operação na cidade. Antes de se juntar à WeWork, trabalhou no mercado de Engenharia no ramo imobiliário e industrial. É graduado em Engenharia Civil pela Universidade Federal de Minas Gerais com projeto de pesquisa na Universidade de New South Wales (UNSW) de Sidney, pós graduado em Engenharia de Custos e Orçamentos pelo Ietec e Global MBA em Gestão de Negócios pelo Ibmec.

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