O ecossistema empreendedor #bemnasuacara para 2018

 Foto: Paulette Wooten/Unsplash

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Não é novidade pra ninguém que é do meio. Contudo, ainda é preciso dar mais publicidade e desenvolver algumas poucas pontas que não estão firmes. Estou falando do Ecossistema Empreendedor da cidade e das expansões para outras áreas do estado, respectivamente. Pelas andanças, mentorias, conversas que tive nesses últimos dias, tudo indica que, de novo e respectivamente, Beagá e ÊmeGê serão os territórios que mais investem e atraem empreendedores, e que também mais dissemina a cultura empreendedora. Sei que não posso esquecer os rankings mais especializados de revistas e publicações assim nem tão especializadas que falam dos outros estados e das outras cidades brasileiras que possuem a vibe empreendedora, mas o fato é que 2018 promete para quem busca uma alternativa de carreira bem mais protagonista, para aquelxs que estão exercitando a sua criatividade, recheando-a com conhecimento, seja onde estiver; enfim, para aquelxs que querem empreender.

Tanto na esfera pública quanto na privada tudo indica que o cenário para empreender em Minas ou, em especial, em Beagá será bastante otimista e, em determinados aspectos, até mesmo ostentador. Serão lançados diversos programas de aceleração, cursos, mini-cursos, oficinas, mentorias, palestras e mais outra infinidade de atividades, todas voltadas ao fortalecimento da cultura empreendedora, seja relacionada ao campo da tecnologia, social, empresarial e qualquer outro tipo de classificação que por acaso possa já ter sido criada para facilitar a compreensão do ato de empreender. Falando nisso, pra quem ainda é novato no tema, saiba mais sobre o que é o Ecossistema Empreendedor e como ele é importante para o desenvolvimento de qualquer sociedade que o fomente aqui.

Sei que existem — assim como diversos outros atores do meio empreendedor também sabem — várias outras iniciativas que serão lançadas em Beagá, principalmente no que diz respeito à Economia Criativa. Mas é inegável que na esfera industrial, na do agronegócio e na de comércio e serviços tudo o que se refere ao empreendedorismo proliferará em direção a todas as frestas das montanhas que nos cercam. Com isso, todo equipamento de apoio deve funcionar e se aquecer proporcionalmente: coworkings, incubadoras, cursos e mentorias também se multiplicarão, o que é um auxílio imprescindível para que as atividades iniciadas nas aceleradoras possam se perpetuar.

Soma-se a todo esse cenário, uma comunidade de empreendedores que foram, acertadamente, os pioneiros para a criação de, como se diz por aí, essa porra toda! Sem eles — e sabemos quem são — nada disso teria ocorrido, nenhum cenário positivo em termos de empreendedorismo poderia ter ocorrido. Sem desmerecer toda a etapa de criação, indispensável para qualquer iniciativa de qualquer atividade, lembremos do tão difícil que também é a manutenção desse movimento que foi tão dignamente concebido. Esses últimos anos foram exatamente assim: testes, testes e mais testes. Testar metodologias, arriscar na concepção de eventos, apostar na criação de espaços, na formação de pessoas e saber que, a qualquer momento, tudo poderia ser alterado. Era preciso inclusive saber pivotar caso as coisas não dessem certo. E pivotar com o carro em movimento, se é que me entendem. E, no fim das contas o saldo tem sido pra lá de positivo! Aqueles que buscaram empreender nesses últimos anos aqui nas terras montanhosas sabem do que eu estou dizendo: inegável os DemoDays do Seed, do BsL, do FIEMGLab, do Agita, do Varejo Inteligente, só para citar os mais emblemáticos que ocorreram no mês passado.

Para esse doismiledezoito esses programas ganharão mais visibilidade e, portanto, tudo aquilo que já foi feito de forma equivocada não irá mais se repetir (esse é o sentido da etapa de pivotagem). Saímos da fase Beta!

Outro ponto bastante positivo em todo esse cenário é que não há mais sazonalidade com relação aos eventos da área — o que, sem dúvida alguma, denota o amadurecimento do Ecossistema). Em que pese que normalmente os meses de Maio e de Novembro há uma frequência maior de eventos, não há, definitivamente, um momento mais adequado para viver e experimentar o empreendedorismo por aqui. Todo dia será dia, toda hora será hora e todo local será “o local”. Seja ele dentro de uma sala de aula, em um bar, pela internet ou mesmo off-line, o esquema vai ser mergulhar nesse universo para, pelo menos, descobrir que é possível empreender, pois com certeza essa é e continuará sendo a habilidade mais demandada em qualquer tipo de trabalho, profissão e até mesmo emprego. Jogue-se!

Autor
Professor, mentor, fomentador, estudioso, facilitador e interessado em empreendedorismo e coisas afins.

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