Eu, eu mesma e o mercado

 

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Como você lida com o mercado de trabalho? Você opera no limite necessário para garantir uma fluência cordial, livre da angústia da exclusão? Você resiste à competitividade do mundo contemporâneo? Com quais ferramentas e com que mobilidade você dribla a velocidade da informação? 2019 está acabando, quantas vezes você se reinventou nesse ano?

Esquece você, que não conheço e não posso intuir, e olho dentro e em volta. Vejo tempo que passou e, ainda que se corra e tente agarrá-lo, já foi. Não volta.

Nesse exercício improvável do retorno, enfrento erros definitivos, ou quase, se o tempo for indulgente e eu mais sagaz. 

Ainda há uma última reinvenção, ou mais, a depender da criatividade e resistência. Melhor ser benevolente e valorizar o que pode mudar e perenizar.

Os anos passaram mais rápidos que a certeza de os ter vivido produtivamente. Ignorância ou ingenuidade, leniência ou acomodação? É preciso se habitar entre erros. Um futuro, ainda que tênue ou voraz, na medida dos sonhos e propósitos, pode ser reescrito.

Não se enfrenta o mercado de trabalho com a mesma narrativa igualitária se você não se (re)formar e informar mais e constantemente, se atualizar nas redes (nem sempre sociais) infiltradas de seu universo de ação e interesse.

O mercado é um muro de insistência, potente, doído, cruel, justo na medida do esforço, revolucionário se o desejar, assertivo para os que desnudam suas fronteiras, mesmo as mais supostamente previsíveis. Nem sempre são. Há concorrência ruidosa e desnivelamento de gerações. Faço parte da que olha a rapaziada e se reconhece de alguma forma no brilho e na audácia.

O discurso da inclusão no mercado de trabalho precisa abrir brechas e promover um amplo debate, entender que há espaço para acolher demandas variadas, absorver talentos, incentivar diversidades, abraçar gerações. O diverso e o plural são pressupostos de uma sociedade moderna. Mas a discriminação, a violência e o preconceito ainda são focos de doença e o mercado não escapa impunemente.

Recuar é impensável. Avançar, só na direção de não se perder mais um mísero minuto sequer.

Do amadurecimento sei na pele dos anos. O paradoxo poderoso, e nada sutil, é que se acumula bagagem condicionada em compartimentos sólidos, na mesma pele dos anos. São armas em punho.

A minha arma é escrever e depois escrever mais. Sina, afeto e prazer acomodados em malas, expostos nas janelas que a vida vai abrindo e deixando que a experiência incorpore adentro, com todo seu vigor suado e apaixonado.

Haja fôlego, precisão, preparo, luta, ou se marginaliza, e o rio te engole, a seco, que nem um último refluxo vai te salvar!

Autor
Psicóloga, com formação em psicanálise, e jornalista. Escrevinhadora pelo interesse absoluto nas palavras como tentativa de pura ressignificação. A letra não é literária, sabe-se tão somente forte e intuitiva e propulsora ao pensar livre. O desejo é o da conexão com leitores dispostos aos textos abertos. Pretende-se ascender à dúvida, ampliar entendimentos, promover análises, libertar o ponto o final de sua predestinação.

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