A Lady Gaga de Taubaté: 3 fins de semana, 3 países diferentes, 3 festivais de música

 

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Aquariano libertário que sou, me identifico fortemente com histórias desses filmes (sempre meio cafonas) em que x protagonista foge com a banda de Rock e experiencia uma jornada louca de música, road trip e fama. A parte da fama, deixo pra Lady Gaga, que ilustra meu exemplo com o remake cinematográfico ganhador do Oscar “Nasce uma Estrela”. Adaptando o enredo-clichê à vida real, o mais próximo que consegui chegar de Gaga (com bastante esforço e dívidas talvez insolúveis) foi percorrer esse mundão atrás de 3 dos melhores festivais de música em vigência: o MECA Inhotim (em Brumadinho/MG), o Lente Kabinet (em Amsterdã/ Holanda) e o Primavera Sound (em Barcelona/Espanha). Como articulador e produtor cultural fui atrás de inspiração, conhecimento e, obviamente, zueira. Afinal, como bem explicita o ditado popular hodierno: “um pouco de salada / um pouco de droga”. Equilíbrio é a chave para uma existência humana serena!

Comecemos pelo MECA Inhotim, na minha opinião o melhor Festival de Música atualmente no Brasil.

Ocorrido nos dias 17, 18 e 19 de maio de 2019, o festival alcançou sua quinta edição mais redondo que nunca. O Inhotim em si é um caso à parte. Situado em Brumadinho, a aproximadamente 150km do centro de BH, é considerado o maior Museu a Céu aberto da América Latina com seus 786 hectares de paisagismo irretocável, 18 galerias de arte, 450 obras de artistas brasileiros e estrangeiros, imensos lagos esverdeados por um corante natural, uma piscina pública e uma vibe sem precedentes. Eu, que nunca faltei a uma edição, me sinto no fantástico mundo de Avatar toda vez que adentro naquele universo sinestésico de luzes, sons e mata atlântica. Esse ano o MECA Inhotim, atento à periclitante situação da região diante do crime ambiental da Barragem do Córrego do Feijão, criou a Fundação Pró-Brumadinho, arrecadando recursos e fomentando o mercado local com diversas ações inclusivas. Se quiser entender melhor sobre a iniciativa, vale acessar o site oficial.

Tirando a fila que enfrentei no refeitório enquanto sofria de inanição (pois, pra variar, perdi o timing pro almoço), a organização do festival me pareceu isenta de defeitos: inúmeros bares muito bem distribuídos oferecendo os mais diversos tipos de birita, 3 palcos bem montados com som e iluminação inebriantes, Talks com temas hiper relevantes, atrações musicais deliciosas para todos os gostos e feirinha de produtos locais enaltecendo a comunidade criativa de BH.

Com uma curadoria musical afiada, o MECA Inhotim este ano se superou… Seja pelas apresentações emocionantes que rolaram no palco principal, seja pelas atrações (quase todas) fantásticas no stage da Heineken, ou até pela discotecagem que voltou com força total embalando as tardes na Igrejinha. Neste lugar, merecem destaque os shows de Duda Beat (com a participação de Erasmo Carlos), Céu, MC Tha, Pitty (acredite, foi bem massa) e A Lamparina e a Primavera (esse foi especial). No palco Heineken, merece exaltação a Diva-Dj Corvina (Marina Diniz), residente do Club Jerome em SP que trouxe pra contenção hits da house music. O after no palco Campari também esteve cremoso esse ano! Naquele fatídico momento em que o corpo começa a pedir arrego, o palco gloriosamente iniciava suas atividades com DJs escolhidos a dedo! A frequência das últimas horas de cada dia de festival alcançou a estratosfera, tanto que fui me recolher quando já passava das 5 da manhã! (Não que isso demande tanto esforço da minha parte). Muito vintage-disco, hinos oitentistas, soft-techno embalaram esses momentos que, confesso, foram tão bons quanto os shows dos headliners.

Uma pitoresca curiosidade: enquanto Maju garantia que a chuva estaria onipresente durante todo o fim de semana, poucas gotas caíram sobre nossas cabeças. Isso se deve ao trabalho xamânico executado pelo Cobra Coral, uma espécie de empresa liderada por índios empreendedores que, dias antes do evento, fazem umas mandingas ancestrais alinhando expectativas com São Pedro. Dá pra acreditar? Disseram, aliás, que o serviço já vem, há algum tempo, sendo contratado por festas e festivais ao longo do território brasileiro por um valor meio salgado. Mas é a vida… Índios da atualidade também necessitam pagar boletos.

Outra curiosidade que vale destacar é que o MECA Inhotim esse ano aderiu à onda mundial dos ODS – Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Trata-se de uma agenda da ONU formada por 17 propostas sociais progressistas que serão formalmente adotadas por mais de 150 países ao longo do mundo em setembro deste ano. A ideia é que até 2030 todos os ODS sejam implementados por cada nação. Pra você não ficar boiando, aqui vão alguns exemplos: acabar com a pobreza em todas as suas formas e lugares; acabar com a fome, alcançando segurança alimentar, melhoria da nutrição  e promover uma agricultura sustentável; saúde materna; assegurar educação inclusiva, equitativa e de qualidade; alcançar a igualdade de gênero e empoderar mulheres e meninas, dentre outras.

O Meca Inhotim certamente vai muito além da música… Então a recomendação que deixo é: ainda que não se conecte com absolutamente ninguém escalado no line-up, vale demais colar para se conectar com a Mama Natu, se inspirar com o conteúdo e se surpreender com a atmosfera mágica entre os bosques verdejantes do Museu. Um programa imersivo para todas as idades e que SIM, vale economizar pra comprar o ingresso e entender pragmaticamente do que eu tô falando. Meus parabéns à produção e em especial aos queridos Cleu e Thum, que com sangue nos olhos ajudaram a por de pé esse projeto incrível com maestria singular!

 

Vamos agora ao Lente Kabinet: festival holandês diurno de Música Eletrônica.

Quando ainda recuperava meu fôlego do MECA Inhotim, embarquei para Amsterdã, onde no fim de semana seguinte rolaria o Lente. Com foco exclusivo na música eletrônica, esse festival na verdade é um dos filhos do Dekmantel – selo festivo holandês que aliás já deu pinta em solos tupiniquins, tendo sido reproduzido (com algumas limitações) em São Paulo.

Nos dia 25 e 26 de maio de 2019, um lugarejo na zona rural nas proximidades Amsterdã serviu de palco para essa apoteose do techno, trazendo um line-up de DJs fenomenais altamente metabólico, incluindo a presença brasileira: na forma de atração e na forma de música. Sério gente… Esses gringos amam discotecar com o nosso vasto acervo musical! Também, né? Em matéria de música, brasileiro é foda mesmo!

A chegada no festival é um episódio à parte! Após um farto brunch oferecido por uns amigos locais, juntamos a turma e iniciamos uma verdadeira jornada de aproximadamente 50 minutos até o pico – cada um na sua respectiva bike. Pedalamos por uns 10 minutos pelo caótico centro, da casa até a estação Central, onde pegamos uma balsa para atravessar para o lado norte da cidade. Um parêntesis: andar de bike em Amsterdã é uma das experiências antropológicas mais desafiadoras que já vivi! É tanta bicicleta, mas tanta, que você acha que vai se ferrar o tempo todo. Mas a adrenalina era tamanha que sobrevivi!

Ao atravessar a balsa que dura mais uns 10 minutos, uma legião de fronters inicia a segunda parte da pedalada até o festival. São mais 30 minutos embalados por uma atmosfera altamente bucólica, sequências de casinhas pitorescas sem muros e até um moinho de vento!

Após chegarmos e estacionarmos as bikes com o cuidado cirúrgico pra se lembrar onde as deixamos, imergimos em uma floresta sinalizada, rumo à entrada. Mais 10 minutos de caminhada e finalmente adentramos na fila para a conferência dos ingressos. Apesar da alta quantidade de pessoas, a fila fluiu numa velocidade desconcertante pra nós que estamos acostumados a elas. Validado o ingresso, encaixávamos o pulso em uma máquina que se incumbia de empulseirar o público, como num passe de mágica. Em seguida, recebemos duas fichinhas de madeira, sendo que cada uma dava direito a um copo plástico pro consumo de bebidas. Caso, após usá-las, perdêssemos ambos os copos, passávamos a pagar a partir de então! Tá aí uma medida que cria consciência ambiental e desencoraja o consumo excessivo do plástico.

Entramos! Depois de rapidamente deixarmos os casacos nos lockers, fomos atrás de bebida pra matar a sede, que àquela altura vocês podem imaginar como estava! Pra quem prefere cartão de crédito as fichas eram retiradas em caixas eletrônicos (como esses de banco) que ao invés de cuspir dinheiro, liberava umas cartelinhas plásticas. Cada quadradinho correspondia a uma ficha de €3. Pros que só tinham dinheiro vivo, caixas com atendentes também estavam disponíveis. Goró na mão, it’s show time!

 

Com 6 palcos diante de nós, iniciamos a saga musical no stage principal, onde rolava naquele momento uma música eletrônica meio árabe, puro astral. Por lá ficamos algumas horas e seguimos por entre os corredores de mata fechada com iluminação psicodélica até alcançar outros palcos. Foi no palco mais distante, que lembrava um generoso picadeiro, onde acabamos estacionando. E foi lá que a trupe de brazucas ficou a bandeira, principalmente depois que o DJ lançou no soundsystem o hino “Acende o Farol” do saudoso Tim Maia, embalando um dos momentos mais icônicos do festival.

O dia terminou com o esculacho sonoro promovido por Bárbara Boeing, mina brasileira que integrava a seleta crew de artistas da contra-cultura escalados pra essa apoteose da música eletrônica internacional. Era tanto orgulho que sustentamos o front nas costas!

Dia 2, mesmo esquema: fingindo demência pra ligeira ressaca que nos acometia, tomamos aquele café da manhã dos campeões e depois de boas pedaladas, lá estávamos novamente. Chegamos a tempo de presenciar a espetacular performance de Sadar Bahar, um verdadeiro mago dos vinis, que vira e mexe soltava umas brasilidades na pegada do afro-beat. Após, seguindo a sábia recomendação de uma amiga brazuca nativa, seguimos para a apresentação da diva master Jayda G.! Guardem esse fuckin name! Que mulher é essa, Brasil! Fluindo do disco ao techno com traquejo impecável, ela soltou pedrada atrás de pedrada! Sua presença solar, temperada com sorrisos e dancinhas, hipnotiza real. Eu mesmo fiquei vidrado, cara a cara com a gata, fazendo coraçãozinho com as mãos… E pasmem, ela me notou! Acho que causei um bocado também, vai?!

Algo curioso que vale compartilhar é a percepção de como o público holandês é autêntico. Essa história de carão, close, lookinho de festival e InstaStories é praticamente fora de cogitação… Aparentemente eles pegam a primeira roupa da pilha do armário, deixam o celular no locker e que comecem os jogos!  Apesar da maconha ser legalizada na Holanda, ela praticamente não deu as caras no Lente Kabinet. Outras droguitas, em contrapartida, foram claramente consumidas tendo em vista a euforia desvairada de alguns parceiros de pista.

Com as panturrilhas dilaceradas e o coração cheio, mais uma etapa concluída! (Fora o alívio de não ter – graças à Jesus Cristo de Narazé – me estrepado com a bike).

 

Mais alguns dias entorpecido pela atmosfera holandesa, chegou a hora de partir pro meu último destino: Primavera Sound!

Natural de Barcelona, na Espanha, esse festival, em 2019, chegou à sua 19ª edição! Em três dias de programação intensa (30 e 31 de Maio e 1˚ de Junho), com um line-up diverso e uma estrutura faraônica, o Primavera me impressionou num nível exponencial!

Chegar foi incrivelmente fácil e rápido. Pra mim, pelo menos, que estava hospedado nas proximidades da Basílica Sagrada Família. Bastou cerca de 15 minutos de busão (ou trem) para alcançarmos o portão de entrada. Nos deparamos com uma fila assustadoramente grande para o empulseiramento, contudo ela se dissipou em coisa de no máximo 15 minutos! Impressionante! Também a quantidade de gente que fazia o esquema de portaria do evento dava a população do Butão.

Um letreiro luminoso movimentava-se pra cima e pra baixo anunciando os belos momentos que estávamos prestes a viver! Entramos!

Mais de 10 palcos espalhados no complexo do Parc Del Fórum, local escolhido pra receber aquele senhor evento cujos fundos dava pro mar. Ou seja, até praia tinha (com direito a palco, mesas de pingue-pong e um nascer do sol memorável no último dia).

Além disso, 3 grandes praças de alimentação foram distribuídas pelo evento se ocuparam de alimentar o grande público com inúmeras opções de rango de mais de 50 nacionalidades, com operação ininterrupta. Resumindo: 3 da matina estava eu comendo tacos mexicanos de entrada, seguido de um lamén oriental. 

O esquema do copo por aqui era similar ao do Lente Kabinet, com a diferença que, ao invés de ganhar, se pagava 1 euro pelo copo, o que incentivava a reutilizá-lo sempre! Cada um dos copos era estampado com a identidade visual das edições anteriores do Festival, além de contar com a chamada pra um ODS (iniciativa da ONU sobre a qual já falei acima).

Mas voltemos ao início!

Logo que chegamos no primeiro dia, já nos encaminhamos pro palco eletrônico pois coincidentemente Jayda G. (que me laçou no Lente Kabinet de Amsterdã) tocava naquele momento. E ainda tem gente que não acredita no poder do universo.

Saindo de lá, iniciamos uma caminhada frenética para mapear o festival, e após alguns bons passos, nos deparamos com um ônibus, que levava os mais debilitados (meu caso) pro enorme descampado coberto por grama sintética que abrigava os dois palcos principais. Ali eram onde os principais headliners se apresentaram. Falando neles, bora destacar os que mais me impressionaram em 3 dias de festival: o prêmio de primeiro lugar vai para Erikah Badu e sua voz fascinante, presença mística e discursos pela paz mundial num show eletrizante! Uma força da natureza,  verdadeira bruxona dos cristais, os quais a todo tempo se faziam presentes – seja nas projeções dos telões, seja na forma de canhões de luzes formando um triângulo em cima do palco para canalizar energia e limpar os chacras. UAU!

O segundo lugar do pódium fica para TAME IMPALA, com seu indie experimental, intimista e etéreo. As projeções traziam tom lisérgico para longa apresentação, que ao final levou o público a visitar outras dimensões. Um verdadeiro canal com as forças superiores. Confesso que saí meio dopado do show (e não foi por conta de droga). Já a terceira posição fica com a diva Solange. Já era fã da gata por ser irmã de Bey e ter dado um bicudo no JayZ num fatídico episódio no elevador divulgado de forma exaustiva nos tabloides gringos. Mas a real é que até então eu desconhecia que seu real valor estava na performance. Ela não é dona de muitos hinos, mas o seu show – mano, seu show, é pura ARTE. Um palco minimalista, todo em off-white, dava um tom extremamente conceitual e sofisticado à apresentação. Contava com uma estrutura que contemplava uma escada que dava para um tablado e no meio disso, um buraco, onde ficava o baterista da banda. Direção de arte e olhar estético inabaláveis. No palco, só negros e maioria mulheres. Além da banda e duas backing vocals, um considerável número de dançarinas e dançarinos – todos vestidos em ternos pretos acetinados. Solange portava exatamente o mesmo look, trazendo noção de equidade, horizontalidade e de que nesse fuckin’ mundão todos somos iguais, caramba! A humildade da cantora foi também percebida nas sua falas ao longo do show, contando histórias e a todo tempo interagindo com o público. Que mana vibrante! A todo tempo sorria, sem muito carão, mas talento de sobra! Quando cantou o seu hit – “Losing you” – mandou geral guardar o celular e viver o presente com presença. Suas demandas foram atendidas dando vazão a um dos momentos mais emblemáticos do Primavera.

Destaque ainda para os shows de Janelle Monae (show dançante, muito bem produzido, que levanta a bandeira do empoderamento feminino! Go Pussy!); Jungle (folk antiguinho, chic e easy listening do naipe: todas as músicas são boas); Rosalia (promessa da cena espanhola pro mundão. Lacração no embalo de um pop-reggaeton); StereoLab (Surgido nos 90’s, essa banda franco-britânica mistura de pop e lounge vintage com ritmos emprestados do krautrock, da música brasileira, da eletrônica e outras influências); Carly Rae Jempsey (Pop chiclete de qualidade! As Pocs foram à loucura!), FKA Twiggs (moça bem doida e performática, que com seu som diferentão segue a linha da Bjork). Como revelação, destaco o soul-jazz swingado da argentina Nathy Peluso e a improvável sensação do indie-pop Boy Pablo!

Dentre as diversas ativações e campanhas vinculadas ao Primavera, uma em especial chamou a atenção: a “NOBODY IS NORMAL“. A cada início de show, os telões eram tomados por um vídeo explicando de forma bastante didática sobre essa iniciativa foda!

Trata-se de uma ação para aumentar a conscientização e tomar precauções contra a agressão e o assédio contra as pessoas que desafiam os estereótipos de gênero. Trazendo a ideia pro campo prático, no Parc del Fòrum havia duas estações de conscientização e informação para onde o público poderia se dirigir tanto para denunciar qualquer caso de violência de gênero ou discriminação que tenha sofrido ou testemunhado e para obter informações sobre a ação. Também havia pessoas caminhando pelo festival, dando informações e detectando possíveis casos. O Primavera Sound entende que, em um lugar que é propício a esse tipo de transgressão como um festival, viver sua própria expressão de gênero e sexualidade nunca deve ser uma razão para sofrer qualquer tipo de violência ou discriminação. O festival é para todos – sem qualquer distinção! Junto da iniciativa, estava a galera do ” No Callem”, projeto para facilitar denúncias contra o assédio sexual e agressão em locais noturnos apoiados pela Câmara Municipal de Barcelona. Dale!

Saldo do Primavera Sound 2019: 3 dias de festival, canelas cansadas, incontáveis arrepios pelo corpo, descobertas musicais fenomenais e o espírito rolezeiro satisfeito por ter experienciado e me inspirado com a impecável produção um dos maiores festivais de música do mundo!

Se quiser uma noção mais viva do foram esses 3 festivais, dirija-se aos destaques do meu perfil do Instagram (@gabrielprataf), onde consta uma entusiasmada cobertura.

Agora, de volta à BH, não vejo a hora de replicar em solos locais as noções recém-absorvidas, ou, na pior das hipóteses, fazer a Gaga groupie mesmo, arrumar um Bradley Cooper e cair na estrada pra uma nova aventura “juntos e shallow now”!

 

Autor
Aquariano de nascença, curioso na essência, articulista por acaso, rolezeiro por paixão. Percebo que é no encontro da escrita com a rede que o rio se torna oceano, que nos identificamos, nos conectamos. O "estar" é o novo "ser", a quinta é a nova sexta, os clichês “propósito" e "empatia" fazem mais sentido que nunca. De que vale escrever se não for pra dividir? De que vale dividir se não for pra construir? Juntos. Vamos?

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