1. Tudo que se diz no universo da pornografia é massivo, mas também muito delicado.
    Toda a questão da conversa sobre o sexo além da concepção é correta, o sexo continua sendo um tabu e não é preciso ser assim, porém, atribuir essa culpa exclusivamente ao mercado pornográfico é errado. Essa lástima do sexo unilateral vem enraizada em toda uma cultura sexista heteronormativa.
    O mercado pornográfico vai muito além daquele assistido nas páginas anônimas do navegador. Generalizar esse tipo de conteúdo é errado como generalizar qualquer outra condição. Dizer do que foge ao ‘padrão’ ser apresentado como ‘atração circense’ é muito raso. Tudo é apresentado conforme uma gama de interesses e sensações e só enxerga como ‘fora da curva’ quem se sente dessa forma.
    Talvez não exista outro mercado que incorpore tão bem as excentricidades quanto esse. O público QUEER, BDSM, Gore e muitos outros provam muito bem o ponto. O pornô da moça do corpo escultural e do rapaz pintudo que o usa como britadeira sempre vai existir – assim como existem pessoas de todos os gêneros que sentem prazer no sexo praticado dessa forma, pessoas que sentem prazer em ser tratadas como ‘objeto’.
    A questão é, não existem generalizações quando se fala sobre sexo. O que deve realmente ser ensinado é que o sexo é uma via de mão dupla e que deve haver diálogo entre os dois (ou mais) envolvidos para sempre tirarem o melhor proveito do momento e, que o se vê nas telas dos filmes, deve ser filtrado antes de ser colocado em prática.
    Qualquer outro filme hollywoodiano não paga o pato por não mostrar a realidade, afinal de contas, são só filmes. Ninguém aprendeu a amar porque assistiu a filmografia do Woody Allen.
    A educação sexual deve existir por inteira, mas o mercado pornográfico não precisa ser o vilão da história. O que mais falta é a educação, curiosidade e interesse em descobrir mais sobre o assunto e o que tem sobrado, é vergonha.

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