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Em festivais de música e semanas de moda, é comum lermos matérias sobre o que os frequentadores estão vestindo. Na Flip, finalmente, chegou a vez  e a hora de a jornalista e escritora Sabrina Abreu saciar sua curiosidade, perguntando para quem passava pelas ruas de Paraty: o que você está lendo? Idealizadora do Clube do Livro do GUAJA e nossa infiltrada no evento literário mais charmoso do país, que foi realizado no fim de julho, Sabrina conta sobre os livros que ouviu por lá.

 

O Livro de Areia

Fábio Franco,  marketing de relacionamento, de Aracaju

“Estou lendo Borges. Amo.”


Perto do Coração Selvagem

Lucas Hoske, psiquiatra, Rio de Janeiro

“Estou lendo Clarice, porque ele me obriga”, disse Lucas, apontando para Fábio, que confirmou a frase. “Obrigo mesmo.”


Insubmissas Lágrimas de Mulheres

Ju Pacheco, funcionária pública e roteirista, BH

Enquanto lia Insubmissas Lágrimas de Mulheres, da Conceição Evaristo, ela teve oportunidade de ouvir a autora de pertinho, mais de uma vez, durante a Flip. Ju, que é idealizadora da Confraria o Livro, um evento mensal de empréstimo de livros, em BH, aproveitou a Festa para encontrar outros amantes de livros com quem, até então, ela só conhecia pela Internet.


Americanah

Raíssa Pena, diretora de publicações do Catarse, BH

Essa foi a primeira Flip da Raíssa, que foi convidada a falar em duas mesas e levou o romance da nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie na mala. “É interessante ler livros de autores que não sejam americanos, europeus ou latinos, e perceber como sua narrativa e ritmo é diferente


Era uma vez a Mulher que tentou Matar o bebê da vizinha

Stephanie d’Ornelas, jornalista de Curitiba

O livro, que recebeu no Brasil o subtítulo “Histórias e contos de fadas assustadores”, é assinado pela russa Liudmila Petruchévskaia, autora contemporânea que só recentemente foi publicada pela primeira vez por aqui. “Sempre boa a chance de descobrir uma escritora.”


Garotas Mortas e The Underground Railroad: Os Caminhos Para a Liberdade

Giovanna jambersi, jornalista de Curitiba

“Um é não-ficão e outro é ficção, vou intercalando”, conta. Os autores dos dois livros, a argentina Salva Almada, e o americano Colson Whitehead, respectivamente, estavam na feira, e Stephanie aproveitou para garantir os autógrafos. “Mais do que a assinatura no livro, é gostoso ter um momento de interação com os escritores, falar com eles.” O livro de Salva Almada, uma investigação sobre três casos de feminicídio ocorridos na Argentina dos anos 1980, foi um dos mais comentados da Flip, por fazer parte de uma discussão (inflizemente) mais atual do que nunca.


As Pessoas que Matamos ao Longo da Vida

Gabriel Petrus, advogado, São Paulo

O livro, de uma autora brasileira contemporânea, chamou a atenção de Gabriel, primeiro pelo título.

“Estou gostando. Ele fala um pouco dos amores que perdemos por exigir muito, por não encontrar um meio-termo.”


Da Prosa, Volume I

Vanessa Harada, bancária, São Paulo

“Não tinha como não ler Hilda aqui”

explica Vanessa. Hilda Hilst foi a escritora homenageada da Flip 2018. O livro escolhido por Vanessa é parte de uma caixa com dois volumes, que compila toda a prosa da autora.


A Gaia Ciência

Letícia Paiola, publicitária, de São José dos Campos

Esse é o livro de cabeceira de Letícia, que prefere os títulos de não-ficção e é apaixonada por Nietzsche.


A arte de ver a beleza na tristeza sem o infortúnio da dor

Ana Clara Biondo, estudante de cinema, São Paulo

“Estou lendo poesia. O livro foi lançado pelo meu amigo aqui na Flip.”


Jogos para Atores e Não Atores

Eric Esteve, escritor, São Paulo

“Boal e Stanislavski são dois dos meus autores favoritos sobre atuação, mas também amo ler e escrever poesia. Meu poeta favorito é Vinícius [de Moraes].”


Melancia

Dica Lima e Marina Lima

As duas estão lendo o mesmo livro, para o clube do livro que acabaram de criar. “Escolhemos um título leve para começar”, conta Marina.


Empreendedorismo para subversivos

Brisa David, administradora de empresas, São Paulo

“É comum pensarem que empreender é muito fácil, que ser seu próprio chefe é a chance de trabalhar menos. Mas o Facundo Guerra mostra uma realidade diferente neste livro.” . realidade dos fatos


A Sutil Arte de Ligar o Foda-se

Karina Gomes

Executiva de vendas, Karina escolheu o livro pelo título “para aliviar o estresse mesmo”.

Lívia Aguiar, jornalista e escritora, BH

Vim pra Paraty sem meus livros em papel porque já sabia que ia voltar cheia de livros, zines, revistas e outras leituras. Essa é a sexta vez que venho à Flip e sei que o tempo livre que tenho seria tomado pela escrita nos meus caderninhos e pelos  textos novos adquiridos ou trocados aqui, por isso nem me dou ao trabalho de pesar a mochila com os livros de casa! Como vim com a grana curta e queria mostrar meus escritos recentes pela Festa, fiz dois zines novos que aproveito pra também trocar com autores independentes! Meus novos filhos de papel são esses dois da foto: Odis Sea, poema que dialoga com a Odisseia (obviamente) e o Manifesto Pela Naturalidade Sagrada do Corpo, um zine-manifesto-poema-cartaz que também colei em algumas paredes pela cidade.

Autor
Eu escrevo. Sou jornalista, autora de cinco livros e aspirante a blogueira. "O Último Kibutz" (Simonsen, 2017) é meu primeiro romance.

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