Clube do Livro do GUAJA começa com a biografia de Frida Kahlo

 As Duas Fridas, 1939; pintura de Frida Kahlo.

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Frida Kahlo é pop. No mundo das estampas, ela é a versão feminina do Che Guevara. Nada contra a paixão por sua persona ou o fato de isso se multiplicar em bonecas de pano, bloquinhos de papel e ímãs de geladeira. Mas se contentar com isso é um desperdício. O que ela criou, o que disse e escreveu vale a pena ser conhecido. Todas as Fridas que coexistiam — não à toa “Duas Fridas” é o nome de uma de suas telas mais famosas. Igual ao Sol e a Lua que tantas vezes a artista pintou lado a lado, os opostos que abrigava em si aparecem em citações de humor e amargura, com uma pitada de feminismo ou duas de subserviência a seu amado Diego. Ela era chamada de “llorona” e uma pessoa que chora muito sempre merece respeito — afinal, as lágrimas estão aí para quando faltam palavras. E, mesmo para quem falava e escrevia tão bem, às vezes, as palavras não são o suficiente.

A partir de fevereiro o GUAJA terá um clube do livro — venha participar do encontro, dia 02 de abril, às 19h! E o primeiro título é “Frida, a biografia” (editora Globo), de Hayden Herrera. Já que a leitura é um hábito solitário, o evento vai ser a oportunidade de trocar impressões sobre a obra e insights sobre o que a vida da pintora mexicana tem a ensinar a artistas, criativos e empreendedores de hoje.

Para dar vontade, separei 26 citações de Frida que estão no livro:

“Não se pode escrever nada,
quando se está cercada por uma multidão.”

“Nada vale mais do que uma risada. É sinal de força gargalhar e se abandonar, ser leve.”

“Sofrer um pouco sempre serve para alguma coisa.”

“Naturalmente, valho muito mais do que um centavo, porque gosto de mim do jeito que sou.”

“Todas as coisas que sinto e penso eu resolvo como as outras mulheres: chorando e chorando.”

“Não existe nada mais adorável do que viajar.”

“Minha pintura carrega consigo a mensagem da dor.”

“Hoje ainda continua.”

“Sofri tanto nestes meses, que vai ser difícil eu ficar boa de novo.” (esta vale contextualizar: foi quando Frida descobriu o caso entre Diego e Cristina, sua irmã)

“Acredito que trabalhando eu vou esquecer os sofrimentos e ficar um pouco mais feliz.”

“Não faça amor com mais ninguém, se puder evitar. A não ser que encontre uma gostosona de verdade, mas não a ame” (para o amante Nick, em fevereiro de 1939)

“Pensaram que eu era surrealista. Mas não sou. Eu nunca pintei sonhos. Eu pintei a minha própria realidade.”

“Enquanto eu viver, nunca aceitarei dinheiro de homem nenhum.”

“Estamos todos à porta da morte e não vale a pena deixar este mundo sem ter se divertido um pouco na vida.”

“Levo a vida mais simples que você puder imaginar.”

“Muitas vidas não seriam suficientes para pintar da forma como eu desejaria e tudo aquilo de que eu gostaria.”

“Nós nos direcionamos para nossos próprios eus por meio de milhões de seres — seres pedras, seres pássaros, seres estrelas, seres micróbios, seres fontes (…) Nós sempre fomos ódio-amor-mãe-criança-planta-terra-luz-relâmpago etc-mundo que dá mundos-universos e células universais.” (poderia ser uma frase da Baby do Brasil, mas é da Frida. E é linda.)

“Quero que saibam, queridas crianças, que não existe em todo mundo um professor capaz de ensinar arte.” (para seus alunos de arte, em 1943)

“Nesta maldita vida, a gente sofre um bocado e embora a gente aprenda, se ressente demais.”

“Há um esqueleto que foge aterrorizado diante do meu desejo de viver.”

“Eu gostaria de dar tudo para Diego. Se eu tivesse saúde, daria toda para ele. Se tivesse juventude, ele poderia ficar com toda ela.”

“Quando eu sair deste hospital, há três coisas que eu quero fazer: pintar, pintar e pintar.”

“Estou sempre com medo de ficar cansada de pintar, mas a verdade é a seguinte: eu continuo apaixonada pela pintura.”

“Pés, para que os quero, se tenho asas para voar?”

“Nada permanece,
tudo é revolucionário.”

“Espero a partida com a alegria — e espero nunca mais voltar.” (uma das últimas citações de seu diário)

Clube do livro no GUAJA

02 de abril, segunda-feira, às 19h [o encontro que seria realizado no dia 28/02 precisou ser adiado em decorrência de problemas de saúde da idealizadora do evento]

Frida, a biografia, de Hayden Herrera — editora Globo

Autor
Eu escrevo. Sou jornalista, autora de cinco livros e aspirante a blogueira. "O Último Kibutz" (Simonsen, 2017) é meu primeiro romance.

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  1. Olá, boa tarde! Gostaria de saber se o evento é gratuito e se é preciso fazer alguma inscrição ou só chegar para o debate no dia.
    Obrigada!

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