Qual é o futuro do trabalho?

 

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Se olharmos pelo retrovisor da história vamos ver o trabalho remoto como algo absolutamente impensável. Trabalhar fora do alcance dos olhos do chefe? Com certeza essa era uma desculpa esfarrapada para morcegar.

Olhando com atenção para essa mesma imagem vamos enxergar, também, o trabalho freelancer como uma solução para a complementação da renda, e não como atividade principal. Funcionava assim: a pessoa trabalhava de 8h às 17h com carteira assinada e, ao chegar em casa, cansada e com fome, fazia um terceiro turno para ganhar trocados.

Ambos os cenários não são verdade para 1950, 1980 e nem início dos anos 2000: conseguimos puxar pela memória que há poucos anos, 2013, 2014, ainda era assim. E as mudanças não ocorreram porque chefes ficaram bonzinhos ou os empregos muito flexíveis, mas sim porque o futuro aponta novas realidades para o trabalho – e as adaptações já começaram.

Um panorama diferente

Vivemos um momento da história em que é preciso focar na produtividade e na entrega de resultados – e esses dois itens se sobrepõem (ou, pelo menos, deveriam) a qualquer outro, incluindo a presença em espaço físico ou o próprio aluguel de um espaço.

Perceba como, hoje, muita gente que trabalha de home office consegue entregar mais em menos tempo, porque não gasta preciosas horas de idas e vindas no trânsito ou se sente mais à vontade para desempenhar suas funções sem olhares ansiosos à volta.

Da mesma forma, uma empresa, para ser levada a sério, não precisa mais ter um escritório na zona nobre da cidade. O aluguel de salas de reunião, ou de estações inteiras de trabalho em escritórios compartilhados, é o suficiente para quem ainda precisa de encontros presenciais.

Esses dois movimentos vão de encontro a uma necessidade do futuro do trabalho chamada “disponibilidade”. Ter colaboradores em um escritório físico demanda o aluguel ou compra desse imóvel e pagamento de encargos como vale-transporte e ticket alimentação. Tais gastos são mais do que podem pagar pequenas e médias empresas e, em outros tempos, poderiam inviabilizar a própria existência do negócio.

Hoje, empresas que se adaptam ao trabalho remoto e salas sob demanda são mais propensas a melhorar seu orçamento e reinvestir em si mesmas, o que lhes dá mais chances de sobreviver ao mercado, cada vez mais competitivo.

Além disso, estão mais preocupadas em produzir do que em vigiar, que é o que os colaboradores de hoje buscam como meta de carreira: ter mais resultados e menos aborrecimentos. A confiança em quem trabalha contigo é a principal arma que você pode ter contra o impulso de “querer estar perto só pra ver se a pessoa está fazendo mesmo”.

Os resultados são o maior índice da produtividade, nesse caso.

Desafios humanos dos melhores profissionais

Não podemos nos esquecer que o futuro do trabalho está muito ligado, também, ao desenvolvimento de habilidades humanas que gerem retorno ao investimento da contratação.

Também conhecidas como soft skills, essas habilidades vão desde a proatividade até a capacidade de liderar, passando por atitude positiva, facilidade de aprendizagem e adaptação a mudanças, dentre outras tantas que dizem respeito ao colaborador como pessoa, e não como mão de obra.

Claro que a técnica ainda é importante – sem ela, o profissional não pode ser considerado qualificado em muitos cargos. Contudo, não é o diploma a principal ferramenta da “carteirada” no futuro do trabalho: é preciso dominar a técnica mas ter visão analítica e estratégica para saber como aplicá-la.

Soma-se a isso a necessidade latente da formação de profissionais com senso crítico e ético para desempenhar suas funções. Espera-se, também, que sejam pessoas mais comunicativas, criativas e dotadas de inteligência emocional. Saber negociar, julgar assertivamente situações de risco e gerir negócios com espírito empreendedor também são desafios humanos para o desempenho de novos projetos.

E por que tudo isso?

Simples: do mesmo jeito que nossa percepção sobre trabalho remoto e ter ou não um escritório mudou em tão pouco tempo, realidades de renda e carreira continuarão se modificando em tempo recorde.

A Singularity University, por exemplo, estima que em 2038 boa parte dos empregos não exista, já que a inteligência artificial terá resolvido diversas lacunas do trabalho braçal.

Nesse cenário, as habilidades humanas, ou seja, aquelas que a máquina não aprenderá com tanta facilidade, vão se destacar. Simpatia, empatia, visão analítica com viés humanizado, criatividade sem limites e poder de adaptação a qualquer ambiente são apenas algumas das características que ainda nos sobram e faltam aos modelos artificiais de inteligência.

Precisamos, então, continuar desenvolvendo soft skills para garantir uma competição justa no futuro próximo.

Se esse modo de pensar te surpreende, conecte-se a materiais que possam te direcionar corretamente ao futuro e busque conhecer a realidade da sua profissão em cinco, dez e quinze anos a partir de agora.

O futuro reserva surpresas que podem ser péssimas a quem não se adapta, mas ótimas para aqueles que vão se preparar para recebê-lo de braços abertos.

Autor
Formada em jornalismo pelo UniBH e MBA em comunicação pela UNA. Atualmente, é diretora executiva da Tea With Me! e gestora de conteúdo da Profissas. Criadora do Sérieterapia, fã de séries (claro!), viagens, do Cruzeiro e de Dragon Ball. Mora em Belo Horizonte e, nas horas vagas, ministra oficinas sobre criação de conteúdo para internet.

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