O que quer a geração Z?

 WebSummit Lisbon 2019 Pavilion 1 Day 4 – Machine Demo

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No WebSummit 2019 rolou um painel tão maravilhoso que resolvi escrever esse artigo totalmente inspirado nele.

O papo foi entre Rankin (fotógrafo-celebridade do mundo da moda), Kenneth Richard (fundador e impressionista-chef da The Impressionist), Greg Lutze (Chief Experiencce Officer da VSCO e Natalie Salmon (editora de mídias sociais da Harper’s Bazar).

Vamos ao assunto. Pra mim, o grande tema do painel foi: atenção aí, camaradas, os famigerados Millenials foram bem importantes para entender os rumos das marcas, dos negócios e da sociedade até agora. Mas já está na área uma nova turma e essa galera tem desejos e motivações bem diferentes. Sim, estamos falando da Geração Z.

Pra começar a conversa, se hoje temos uma cultura extremamente visual e muito ligada no status pessoal, essa é uma construção da geração Y. Para os participantes do painel, é sobre essa geração que o Instagram, os likes e o personal branding tem forte apelo.  A geração Z, por outro lado, cresceu com seus passos sendo acompanhados digitalmente e não gosta muito disso. Por esse motivo, prefere redes sociais como o VSCO, o Snap e o TikTok. Onde não deixam rastros ou pelo menos não são monitorados de perto pelos pais. Onde o que vale é a comunidade e não as métricas individuais. E finalmente, onde podem expressar sua criatividade. 

Pausa pra compreender melhor esse tópico.

Segundo estudo divulgado pela JWT Intelligence, essa é a geração mais criativa de todos os tempos. A maioria dos jovens Z tem propensão a hobbies artísticos, como pintura, filme, fotografia ou música, mas com apoio ou através do digital. Aliás, são as mídias sociais, as ferramentas criativas digitais e as plataformas online que aceleraram esse fenômeno.

Voltando ao painel, os convidados defenderam que para dialogar com esse público as empresas precisam se comportar como anti-marcas. Isso significa, em essência, três coisas:

  1. Dar adeus ao Photoshop, não necessariamente o software, mas a artificialidade que ele representa. Os Z querem autenticidade, mesmo que isso signifique expor alguma fragilidade.
  2. Desconstruir as formas tradicionais de relacionamento. Pra falar, de verdade com os Zs, é preciso criar ou fazer parte de uma comunidade.
  3. Dar espaço para que eles expressem sua criatividade. Cocriação é o caminho para mantê-los por perto e engajados. Não se esqueça que para tanto é preciso contar com uma dose de entretenimento e tecnologia.

Por que isso importa? Porque em 2020, a geração Z representará 40% de todos os consumidores e ocupará mais de 20% dos postos de trabalho. E num piscar de luzes de Natal, esse futuro que parecia distante, ta aí.

Esse artigo faz parte de uma série especial sobre o WebSummit 2019. Se quiser saber mais sobre a série e acessar os outros artigos disponíveis, vem cá

Autor
Tiago Belotte é fundador e curador de conhecimento no CoolHow – laboratório de educação corporativa que auxilia pessoas e negócios a se conectarem com as novas habilidades da Nova Economia. É também professor de pesquisa e análise de tendências na PUC Minas e no Uni-BH. Instagram: @tiago_belotte

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