Nossos heróis LGBT de 2017

 

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2017 não foi um ano fácil para lésbicas, gays, bissexuais e pessoas trans (LGBT) em várias partes do planeta.

Em muitos lugares – Azerbaijão, Chechênia, Egito -, dezenas de pessoas foram presas sob “suspeita” de serem LGBT. Em outros, homofóbicos declarados chegaram ao poder (ou continuaram nele). Em praticamente o mundo todo, milhares de pessoas tiveram que enfrentar violência e discriminação simplesmente por serem quem são.

Apesar de tudo, não foram poucos os exemplos de pessoas que resistiram

E, olhando para este ano que chega ao fim, nós da All Out — um movimento global que luta pelos direitos LGBT — decidimos nomear oito desses ‘heróis’ pouco celebrados de 2017, que lutaram com todas as forças pelos direitos das pessoas LGBT.

Arsham Parsi

Fundador da organização Iranian Railroad for Queer Refugees (IRQR), grupo que ajuda pessoas LGBT vindas do Irã como refugiadas a receberem auxílio emergencial enquanto aguardam asilo. Graças às doações de centenas de membros da All Out, no início deste ano a IRQR garantiu comida, abrigo, ajuda médica e outras necessidades urgentes para 50 refugiados LGBT na Turquia, enquanto esperam asilo em outros países.

O comitê organizador do Pride Uganda

Em Uganda, um dos países mais difíceis para pessoas LGBT no mundo, um grupo de pessoas se reúne anualmente para preparar a celebração do Orgulho LGBT.  O comitê organizador do Pride Uganda tem ajudado a mobilizar e defender as pessoas LGBT no país, ainda que sob constante — e algumas vezes violenta — interferência das autoridades. Pelo segundo ano consecutivo, os membros da All Out se uniram para financiar todos os eventos do Pride Uganda de 2017.

As pessoas que ergueram a bandeira do arco-íris em um show no Egito

Em setembro, um grupo de pessoas levantou bandeiras de arco-íris durante um show no Cairo, capital do Egito. Foi um ato de coragem em um país onde, apesar de a homossexualidade não ser criminalizada, pessoas LGBT ainda são perseguidas pelas autoridades. Em resposta, dezenas de pessoas foram presas nos dias seguintes ao show, acusadas de “promover a homossexualidade”. Milhares de pessoas no mundo todo se manifestaram contra a caçada anti-LGBT promovida pelo governo, mas a luta ainda está longe de terminar no Egito.

Hélà

Hélà é uma mulher trans da Tunísia. Em janeiro, ela foi presa e sentenciada a quatro meses em uma prisão masculina. Seu crime: ser abordada por policiais que não gostaram de sua aparência. Junto aos nossos parceiros na Tunísia, Hélà lançou uma petição clamando por justiça. Após quase um mês na prisão e tendo recebido apoio de dezenas de milhares de pessoas pelo mundo, ela finalmente teve de volta sua liberdade.

Seyran Ateş

Em junho, depois de oito anos de tentativas, a ativista de direitos humanos Seyran Ateş abriu a primeira mesquita aberta a pessoas LGBT em Berlim. Pouco tempo depois, ela começou a receber uma enxurrada de mensagens de ódio e ameaças de morte. Em resposta, os membros da All Out no mundo todo enviaram mais de 1000 cartões postais com mensagens de solidariedade e apoio. Hoje, a mesquita de Seyran continua aberta e acolhendo pessoas LGBT.

O time da ‘Taiwan Tongzhi Hotline Association’

Maior grupo LGBT em Taiwan, a Taiwan Tongzhi Hotline Association lidera a luta pelo casamento igualitário no país. E está funcionando: em maio, Taiwan reconheceu o casamento entre pessoas do mesmo sexo como um direito constitucional, deixando o país um passo mais próximo de se tornar o primeiro na Ásia a aprovar o casamento igualitário.

Ivan Hinton-Teoh

Ivan Hinton-Teoh é o fundador da organização australiana just.equal e ex-diretor da organização Australian Marriage Equality. Há anos, Ivan tem se dedicado a lutar pelo direito de pessoas do mesmo sexo a se casarem na Austrália. Em dezembro, finalmente, uma boa notícia: depois de um plebiscito que expôs as pessoas LGBT a uma campanha de mentiras, a população australiana votou em favor do casamento igualitário. O Congresso australiano transformou a decisão em lei pouco tempo depois.

O time da Russian LGBT Network

A Russian LGBT Network é o único grupo LGBT trabalhando em todas as regiões da Rússia. Em abril, quando se divulgou a notícia de que homens gays e bissexuais estavam sendo sequestrados, torturados e mortos na Chechênia, eles criaram um serviço de ajuda para que qualquer pessoa em risco pudesse receber apoio. Graças às doações de milhares de membros da All Out, eles puderam relocar dezenas de pessoas LGBT em risco para fora da Chechênia.

Se você quer acompanhar as ações da All Out na luta pelos direitos LGBT ao redor do mundo, inscreva-se aqui.

PS.: Faltou mencionar alguém? Avise-nos aqui!

 

Autor
Ativista e Diretor de Programas da All Out, movimento global em defesa dos direitos das pessoas LGBT no mundo todo. Se acha mineiro, mas nasceu do outro lado da fronteira. Atualmente vive em Santiago, no Chile.

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