De corpo fechado e coração aberto, Johnny Hooker encerra turnê nesta quinta, em BH

 

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“Viver, morrer, renascer. Firme e forte como um touro”. Resistência é parte fundamental do álbum “Coração”, lançado em 2017 pelo pernambucano Johnny Hooker. Leonino com ascendente em escorpião, o cantor traz em suas canções sentimentos fortes e gritos por liberdade que batem fundo em nossa alma. Amanhã, dia 06, ele chega mais uma vez a BH para o show de encerramento dessa turnê, no Sesc Palladium.

Hooker enxerga esse gran finale como uma celebração à vida. “Esse show é uma grande comemoração da resistência que fazer arte nesse país significa. É uma forma de me comunicar com pessoas que acreditam em um Brasil mais inclusivo, e de celebrar nosso coração latinoamericano, que a tudo resiste.

Ninguém vai poder querer nos dizer como amar

No ano passado, o artista foi nomeado pela ONU Brasil como campeão da igualdade na campanha de Livres & Iguais. O título é conferido a pessoas que apoiam oficialmente a iniciativa das Nações Unidas pela igualdade de direitos. Hooker é uma referência brasileira em Portugal sobre o assunto e tem fãs clubes espalhados por terras lusitanas.

Uma mulher em fúria no corpo de um homem com os olhos marejados de lágrimas“, assim define o próprio cantor e compositor, vencedor do Prêmio da Música Brasileira de Melhor Cantor. Seu primeiro álbum, “Eu Vou Fazer uma Macumba pra te Amarrar, Maldito!“, foi eleito pela revista Rolling Stone como um dos melhores do ano. Esse trabalho rendeu o 1º lugar na plataforma de streaming Deezer e foi também nº1 no chart MPB do iTunes Brasil.

Já em “Coração”, álbum da atual turnê, Johnny mistura ritmos brasileiros numa reafirmação identitária do próprio país. Uma das faixas mais ovacionadas, Flutua, em parceria com Liniker, tornou-se um verdadeiro hino da comunidade LGBTQ+. Trechos como “Ninguém vai poder querer nos dizer como amar” e “Um novo tempo há de vencer, para que a gente possa florescer e, baby, amar sem Temer” revelam o tom político da composição, que chegou a ser censurada pelo YouTube na época de seu lançamento.

A Presidência mudou, os tempos sombrios nem tanto. Johnny Hooker segue sendo porta-voz desta causa: amor em todas as suas formas, combate ao fascismo e outras transgressões políticas seguem, felizmente, marcando presença em suas entregas.

Tchau, Coração!

Durante esta turnê de encerramento de “Coração”, Hooker realizou mais de 60 apresentações pelo mundo e ultrapassou a marca de 100 mil espectadores, apresentando-se em 20 capitais brasileiras, além de Alemanha, Espanha e Portugal. Ele ainda irá novamente à Europa para apresentações finais.

Voltar para BH é sempre uma festa. Temos lembranças memoráveis, tanto da Virada Cultural (2017), quanto do outro show que fizemos no Sesc. O público é extremamente acolhedor e entregue”, conta. Sim, a arte que provoca e contraria a normatividade deve ser ovacionada. Por isso, e por muito mais, estaremos aplaudindo, somando forças e gritando juntxs, amanhã, às 21h, no Sesc Palladium.

Obrigada, Johnny!

Autor
A paixão pela palavra escrita, falada ou não-dita fez de mim jornalista e publicitária pela UFMG. Sou uma das mentes criativas do time de Comunicação do GUAJA: aqui dou vida às ideias, nomes às coisas e cores às palavras. Quer contar uma história ou dar play em um novo projeto? Me chama que eu vou. Da produção cultural ao conteúdo digital, me redescubro nos encontros, e nos desencontros me reinvento. Sempre além.

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