Cara, você não precisa ser um macho alfa

 

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Oi, noivo,

A conversa hoje é com você, especialmente você, homem hétero que está prestes a se casar. Você deve ter escutado várias piadas depois que colocou a aliança no dedo. É bem provável que ouviu que a vida de casado é ótima, mas só perde para a de solteiro. Devem ter tratado sua escolha como um fracasso, ao falar que “morreu um guerreiro” na turma. Te puseram medo, eu sei. Mas, olha, tudo isso vai ser incrível e transformador…

Na sua casa, você poderá desconstruir a masculinidade que te moldou e, por vezes, te oprimiu. Não precisará ser “o cara”, como sempre te disseram. Não carregará o fardo de sustentar a família. Isso foi uma mentira que te contaram. Serão duas pessoas construindo um lar. Você terá ao lado uma companheira com quem poderá contar. Pra tudo.

Na sua casa, você poderá testar receitas na cozinha de avental. Poderá cuidar de plantas, cultivar flores. Ter uma relação saudável com o sexo e até recusar no dia que não quiser. Você vai poder chorar. Suas vulnerabilidades serão tratadas como algo próprio do ser humano e, quando você se mostrar frágil, sua orientação sexual não será questionada.

Aliás, esqueça a ideia de que você precisa ser aquele macho alfa, o líder do bando, o indivíduo dominante que caça, protege, decide, lidera. Pelo contrário. A dominação é um dos traços de relacionamentos abusivos, doentes. E a sua casa não será selva, mas um lar em que cada um colabora, se ampara e ajuda num caminho de evolução.

Se decidirem ter filhos, será pai de verdade, que bota seu neném pra arrotar de madrugada, cuida da febre, brinca de boneca ou carrinho. Dá pra ver que você nunca se sentiu bem com a ideia de ser apenas um provedor de sêmen. Também imagino que tenha vontade de ficar mais em casa para conviver mais com suas crianças.

Toda essa dinâmica poderá ser conversada e negociada junto com sua esposa. Está aí a beleza de ter uma companheira e reconhecê-la como uma parceira, e não uma dependente. Pois bem, cara, chegou a hora de você construir a sua família, livre de pensamentos tóxicos que te impediram de se expressar do seu jeito, do seu modo. Na sua casa, você poderá ser feliz como sempre quis.

Autor
Jornalista e celebrante de casamentos na Amor Sempre Vivo. Acredito em três verdades absolutas: pessoas precisam ser ouvidas, histórias precisam ser contadas e a razão para nossa existência está em amar e ser amado. É por isso me tornei mais do que jornalista, uma jornalista que conta histórias de amor. Tive clareza desse propósito quando eu e Pedro celebramos nosso próprio casamento. Depois daí não parei mais. Aqui, a repórter dá vazão a tudo aquilo que faz o coração pulsar e mantém o amor sempre vivo.

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