Autor
Hanna Litwinski

Sou a rapa do tacho de uma família mineira de cinco filhos. Apareci por descuido e cresci despercebida, num universo de adultos. Aprendi quase tudo através da observação e da imitação. Este relativo descampado social me brindou com uma vastidão no campo da imaginação. Passei a habitar o mundo das palavras e por isso fui uma criança com vocabulário e repertório incomuns. A inadaptação fez surgir uma habilidade que me permitiu criar pontes e afetar as pessoas através da minha escrita. Quando me dei conta disso me senti segura. A escrita, para além da necessidade, passou a ser o meu modo de existência.

artigos de Hanna Litwinski

1 abril — quarentena
Essa é uma carta de amor

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E calhou de você estar aí, no país que mais registros tem atualmente desse vírus que reina sobre a (nossa) humanidade. Não, não é hora de voltar, meu irmão. Os médicos dizem isso, os noticiários mostram aeroportos apinhados de desespero e foco.

4 min

26 março — quarentena
A minha parada de sucessos

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Quarentena é retiro e participação. E cada um dá um jeitinho de se adaptar à nova rotina. Aqui vão 5 dicas da Hanna para o seu período de isolamento e proteção!

3 min

13 março —
João e o pé de manjericão

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Tô aqui pra chorar minhas pitangas, cerejas e mangas espada; e dizer que não tá fácil. Toda hora fico arrumando justificativas pra dizer que o meu sofrimento é único, seleto e de grandeza maior. Daqui a pouquinho descambo pra cafonice de dizer que só quem é mãe vai me entender. Vai nada!

4 min

18 outubro — diversidade
A glosa da glosa

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Rolou um entrevero grotesco num lugar improvável, que deveria, por feitio, imprimir um instinto gregário. Um grupinho grunhiu numa escola renomada, dizendo que a prova aplicada agredia a moral da soberania nacional. Ora bolas, onde se viu, criticar a autoridade? Falta de Cristo ou porrete nessa gente degenerada. Falar que come solta a queimada, que […]

2 min

18 junho — cidade
Faltou Beijo pro Rafinha

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Na minha cidade existia um homem que chamava Beijo. Acho que ninguém sabia o nome dele de verdade, nasceu e morreu Beijo.

3 min

16 maio — cultura
Balburdiemos

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Não ceda porque esse não é o país que a gente quer. Não admita que o Estado queira ter gerência sobre os seus valores e orientações.

2 min

16 abril — amor
Carta para Augusto

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Já que seus pais fizeram a loucura de nos escolher como seus padrinhos, deixe a gente se apresentar pra você e dizer o que pode esperar de nós.

3 min

14 março — amor
Nós, impostores do esposório

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Não me lembro como era antes de ser, não por romantismo, mas pela memória capenga e porque é muito curioso você se tornar adulto ao lado de outra pessoa tentando ser adulta também.

2 min

21 fevereiro — diversidade
Toda mãe é sereia

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Sim, nossa substância fundamental é mãe. Não fique pensando em uma mãe idealizada que carrega um estoque sem fim de amor incondicional e conselhos sábios numa cestinha cor-de-rosa de candura;

3 min

15 janeiro — futuro
Anunciaram e garantiram, mas o mundo não se acabou

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Quem tem altivez no espírito jamais vai se apequenar. Compartilho com enorme gratidão uma das histórias mais lindas e espontâneas que já ouvi e que o mundo virtual (o mesmo que me surrou) trouxe pra mim em forma de amigo

3 min

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