Autor
Hanna Litwinski

Sou a rapa do tacho de uma família mineira de cinco filhos. Apareci por descuido e cresci despercebida, num universo de adultos. Aprendi quase tudo através da observação e da imitação. Este relativo descampado social me brindou com uma vastidão no campo da imaginação. Passei a habitar o mundo das palavras e por isso fui uma criança com vocabulário e repertório incomuns. A inadaptação fez surgir uma habilidade que me permitiu criar pontes e afetar as pessoas através da minha escrita. Quando me dei conta disso me senti segura. A escrita, para além da necessidade, passou a ser o meu modo de existência.

artigos de Hanna Litwinski

7 dezembro — diversidade
Hanna, a estranha

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Ontem saí com uma amiga que apesar de encontrar pouco é garantia das melhores risadas. A gente sempre troca mensagens falando: vamo encontrar? “Vamo! Saudade!” Aí retoma essa conversa no próximo mês. Essa semana rolou. Marcamos num lugar bem modernete e cheguei no horário combinado porque isso é mais forte do que eu. Ela já […]

4 min

25 outubro — diversidade
Pra não deixar de ser eu — embora preferisse te falar das flores

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Eu não compreendo como é possível achar frescor e votos de mudança em algo que está posto há trinta anos. Nem Balzac entenderia. Me recuso a acreditar que num mundo de possibilidades e ações engenhosas estejam elegendo a repressão como a forma mais eficiente de combate.

3 min

25 setembro — diversidade
226-8564 pra sempre vai tocar

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Sobre os rumos distintos que as vidas tomam e que estava tudo bem, isso não significava desafeto. Falou que o meu lugar estava guardado nela e que nada na vida podia tirar.

2 min

10 setembro — diversidade
A Madonna, a Camillie e eu. E você?

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Seja o seu feminismo roxo ou cor-de-rosa, só tenha em mente uma coisa: nunca diminua outra mulher para se sentir melhor. Essa é a maior trucagem que o patriarcado arquitetou para nos desbancar: a rivalidade feminina.

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31 julho — negócios
Egotrip assumida e maionese invejada: o meu processo de escrita

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O que tem me ajudado bastante atualmente é o fato de que a realidade tem dado olé na ficção, então às vezes posso fingir inventividade. Mas se outra oportunidade eu tiver quero nascer Júlio Verne, que fique aqui registrado o meu protesto.

3 min

27 junho — diversidade
Hanna está digitando…

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A gente nunca se comunicou tanto, a toda hora com todo o mundo. Nunca soube tão depressa de tudo que é importante e do que não é também. Nunca riu tanto das nossas próprias mazelas e nem tinha a dimensão exata da falta de limites da criatividade do brasileiro.

6 min

9 maio — amor + cidade
Experiências surreais para além das palavras

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Existem certas situações na vida que são impossíveis de serem descritas em palavras. O que dizer da perda de um filho? Como narrar a reedição do primeiro amor na maturidade? Ou sobre a experiência de sair ileso de um grave acidente de trânsito?

3 min

14 março — amor + diversidade
Aniversário de Morte: a presença da falta não perdoa

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Acho que não existe expressão mais sacana que essa: aniversário de morte. E claro que você não perderia o ensejo de fazer piada com isso. Dia 20 de março celebramos a sua vida, para no dia seguinte lamentar o dia que você decidiu zarpar. Um intervalo de 77 anos dos quais eu aproveitei tão poucos.

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3 fevereiro — comida + diversidade
A dialética entre viver e ser gourmet: onde foi que a gente se perdeu?

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Em algum momento a gente resolveu cobrir o mundo com uma nova roupagem. Ficou mais bonito, mais agradável. Então, foi se acostumando a ver tudo e todos paramentados dessa forma. Com isso passamos a ter muita dificuldade em acessar (e aceitar) o mundo de cara lavada. Sabe quando somos crianças e brincamos de “vamos fazer de mentirinha”? Acontece que gente se viciou nisso e a brincadeira foi perdendo a graça.

4 min

18 janeiro — diversidade + negócios
Hanna Litwinski: comer, escrever e criticar

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Nunca gostei de Curriculum Vitae, aliás acho difícil alguma coisa em latim conseguir ser atraente e não cheirar à naftalina. Resolvi então me apresentar em forma de bula, sim bula de remédio, porque acredito que não existe nada mais honesto e didático no mundo. Se você é do tipo compulsivo afetivo apegado não venha colocar suas fantasias na minha conta, ok?

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