Não Era Amor: um projeto sobre relacionamento abusivo

 

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Em uma década de prática clínica, algo nunca deixou de me surpreender: a dor das pessoas que sofrem por estarem ou terem passado por um relacionamento abusivo.

Surpreende-me mais ainda saber que a procura por auxílio para enfrentar o problema é baixa, uma vez que os dados são alarmantes. Sabemos hoje que é quase impossível uma mulher não sofrer algum tipo de violência em seus relacionamentos afetivos.

Como psicóloga e como mulher, o trabalho com mulheres vítimas de relacionamentos abusivos sempre me comoveu e motivou a ir mais fundo nesse problema tão arraigado na sociedade brasileira. Assumo que, ao ingressar nessa empreitada, a única certeza que tinha, e ainda tenho, é que estava diante do maior desafio da minha vida profissional.

A primeira dificuldade em lidar com a temática do abuso e violência nos relacionamentos é a quebra de estereótipos sobre o fenômeno. No senso comum as relações abusivas seriam um problema exclusivo de determinados grupos sociais. Mas o que hoje sabemos com clareza é que relações abusivas ocorrem com pessoas de todas as classes sociais, gênero e raça. Obviamente, sabemos que alguns grupos são muito mais vulneráveis do que outros. Como é caso da situação das mulheres, no contexto brasileiro. Mas o fato é que ninguém está imunizado contra a experiência de abuso.

Todos esses paradigmas apenas ajudam a manter o status quo de abuso, violência e sofrimento, impedindo que vítimas tomem consciência do problema e troquem o sentimento de culpa e vergonha pela busca por ajuda. E aqui encontrei o verdadeiro desafio.

Considerando todo esse triste cenário, tomei a decisão de formalizar algumas estratégias que tirassem o problema do silêncio que tanto assola o tema.

O Não Era Amor propõe lidar com esse enorme desafio através de informação educativa e auxílio na busca por terapia psicológica. Seguindo a premissa de que informação é liberdade, acreditamos que quanto mais informação multiplicarmos na comunidade, maior será a transformação social em prol do fim de uma cultura que alimenta relacionamentos tóxicos, o que significará menos casos de relações abusivas.

Assim, acreditamos que além da informação, a terapia individual e em grupo é um instrumento poderoso de tratamento das pessoas que sofreram alguma relação abusiva. E, mais do que isso, uma ferramenta de propagação da consciência do problema. Também é nosso propósito auxiliar as pessoas que conseguiram de uma forma ou de outra se desvincularem de uma relação abusiva, uma vez que os danos psicológicos podem perdurar por anos.

Esses são alguns dos objetivos do Não Era Amor, que eu convido para conhecer: @naoeraamor

Autor
Psicóloga Clínica, Especialista em Terapia Comportamental e Líder Mundial Consciência, Coragem & Amor. Criadora da Não Era Amor, atua nas transformações das relações amorosas e acredita que informação é liberdade.

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