Mapas Mentais: o que são e quem precisa deles?

 

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Os Mapas Mentais são uma maneira de resumir, sintetizar, criar ideias, organizar o pensamento e memorizar que se baseia nas características da nossa mente e extrapolam os resumos clássicos, os mapas conceituais e outros tipos de esquemas.

Configuram-se como ferramentas muito versáteis capazes de auxiliar em diferentes atividades cotidianas, pessoais, acadêmicas e/ou profissionais, além de abranger públicos diversos. São exemplos da sua aplicabilidade e público: preparação para enfrentar provas amplas e complexas, como o ENEM, vestibulares, provas universitárias, provas de residência, OAB ou concursos públicos; produção de ideias; elaboração de projetos (autônomo ou em equipe); escrita de qualquer tipo de artigo, livros, etc.; transmissão de conhecimento e ministração de aulas, tanto para professores, quanto para treinamentos corporativos nas organizações; além de acompanhamento de apresentações em público, reuniões ou palestras.

Vamos ver tudo isso, começando pela aplicação que provavelmente todos conhecem:

MAPAS MENTAIS PARA APRENDER

Para quem estuda, seja do ensino médio até a terceira idade (todos estão estudando e aprendendo algo), os Mapas Mentais são ótimas ferramentas que ajudam a ir além do que são resumos ou ainda dos chamados mapas conceituais.

Por que estou falando em “ir além”? Não é errado utilizar resumos ou mapas conceituais, no entanto, esta não é a única ferramenta possível e nem, tampouco, a mais eficiente. Logo, é preciso se ater a novas técnicas. Neste contexto, o mapa mental permite “alçar voos maiores”, aperfeiçoando os métodos mais usuais citados há pouco.

Mas por que precisamos aprimorar esses métodos? Os “resumões” muitas vezes fornecem uma sensação de segurança tanto grande quanto ilusória, pois podem levar também a uma certa confusão, uma vez que a nossa mente não trata os conhecimentos e as informações como se fossem frases por extenso. Ela não é um gravador vocal, nem um scanner! Os resumos ainda precisam ser “mastigados” pela nossa mente, antes de sair pela nossa boca ou através da nossa mão, na hora escrever. A nossa mente trabalha com extrema síntese e principalmente por palavras-chave. Vamos facilitar o trabalho dela, portanto!

Já os mapas conceituais vão um pouco além dos resumos padrões e clássicos, sendo capazes de expor conceitos com um pouco mais de síntese, sob a forma de pequenas frases, alguns agrupamentos, forma gráfica em várias caixas, com setas e conexões entre elas. Estes esquemas, porém, ainda podem ser aprimorados para chegar no que pode ser definido de Mapa Mental.

PALAVRAS-CHAVE É UMA DAS PALAVRAS-CHAVE

A nossa mente trabalha por palavras-chave, a nossa memória se baseia em grande parte na recuperação de palavras-chave e num Mapa Mental são várias destas que compõem o todo.
Por quê elas são tão importantes? As palavras-chave demonstram de forma clara e simples, de que você “mastigou” e absorveu os conceitos, as mesmas servem também para recuperar os conceitos da sua memória e o objetivo deste método é organizar as palavras chave em um mapa que depois você consegue até fotografar mentalmente e ter uma percepção dele na sua frente, como se fosse uma projeção.
Chegar à uma síntese feita de palavras-chave não é sempre fácil, mas é o caminho melhor. Afinal, não adianta tentar “engolir sem mastigar”. Concorda?

IMPACTO PERCEPTIVO E CRIATIVIDADE

O Mapa Mental não é somente racional, ao contrário, usa muita criatividade, ou seja, desfruta abundantemente a parte criativa (e subestimada) do nosso cérebro.
Esta ferramenta também permite ter uma grande quantidade de conteúdo em uma mesma folha, o que propicia a formação de uma maior visão global e específica, ao mesmo tempo. Esse todo gera a sensação maravilhosa e REAL de segurança e de domínio do conteúdo aprendido.
Para quem estuda, os Mapas Mentais também são ótimos para poder memorizar as informações a longo prazo. Como isso é possível? Graças ao aumento do impacto perceptivo final, além de outras técnicas específicas.
Isso quer dizer que, ao construir Mapas Mentais se desenvolve também a capacidade de memorizar fotograficamente os conteúdos registrados, habilidade esta que nem todas as pessoas possuem de maneira adequada ou bem desenvolvida. O objetivo é chegar a gerar uma projeção mental (frente ao professor, a prova ou o que seja) do que você escreveu no papel.

HIPERTEXTUALIDADE

Além disso, os Mapas Mentais podem ser acompanhados pelas técnicas de Memorização Criativa. Eu ensino essas técnicas num curso a parte e diferente, também ministrado por mim, mas isso não é venda casada, fique claro. As duas ferramentas (Mapas Mentais e Memorização Criativa) são ótimas e independentes uma da outra, porém, eu estaria mentindo se não falasse que juntas formam uma ótima combinação, ainda mais capaz de potencializar o aprendizado e permitir a formação de hipertextualidade na projeção mental do seu mapa.
E o que é hipertextualidade? É a capacidade de marcar no seu mapa um “ponto” que, quando acessado, abre uma lista, um cardápio, uma corrente mnemônica, uma sequência de informações que você memorizou a parte: características, números, fórmulas, códigos, palavras estrangeiras e uma série de palavras-chave a mais que não esteja contida no mapa fisicamente, mas que você armazenou com a técnica de memorização e que vai recuperar quando você precisar.
Para os amigos informáticos: um HTTP, mas na tua mente.

NÃO BASTA SABER

Tudo isso permite se ter um instrumento amplo, extremamente funcional e importante. Então, sem dúvidas, para quem estuda, o Mapa Mental deve ser uma das primeiras ferramentas a ser conhecida profundamente.
Cuidado, porém. Não basta ter lido alguma coisa aqui ou ali, não basta somente saber, tem que saber fazer.

MAPAS MENTAIS PARA CRIAR E ESCREVER

Os Mapas Mentais também são muito úteis para quem precisa gerar ideias, um projeto ou escrever sobre as mais diversas temáticas.
Peguem as utilidades que acabei de mencionar para quem estuda e adapte isso à uma função inversa, ao invés de mastigar e absorver novos conceitos, organizar os que já estão na sua mente e produzir algo de escrito, efetuar um brainstorming, desenvolver algum projeto, plano ou processo, sozinho ou em equipe.
Para este fim, a utilização de softwares pode ampliar ainda mais este poder e existem vários softwares no mercado atualmente. Quando dou aula gosto de enfatizar os limites dos softwares, mas para esta função é ótimo.
Um software é muito racional, portanto a componente criativa do nosso cérebro ganha 7 a 1 contra ele. Mas ele tem outros aspectos inigualáveis, por exemplo permite expandir os limites de conhecimento, sem restringir espaço e conteúdos, tem organização mais fácil, permite cortar, colar, copiar, fazer vários movimentos nos mapas, que a mão se tornariam mais difíceis e bagunçados. Para escrever, gerar e organizar ideias isso é tudo o que você precisava.
Agora, porém, não fiquem demais fãs de softwares para Mapas Mentais, ok? Para estudar ainda é melhor usar a nossa mão. Curtam com moderação.

MAPAS MENTAIS PARA ENSINAR

Peguem o que foi falado acima para quem estuda e ponham na mão de quem ensina. Qual maior responsabilidade tem um professor, além de ajudar os alunos a absorver melhor os assuntos?
Os Mapas mentais são eficazes para passar conhecimento, transmitir conteúdo, ou seja, treinar. São um ótimo recurso a ser explorado nas escolas e universidades, seja nos ensinos básicos ou pós-graduações. Isso se dá, pois, é importante se ter o domínio do conteúdo e suas vertentes para poder transmitir os assuntos de forma eficiente e poder instruir melhor os alunos e/ou profissionais influenciando, inclusive, na retenção obtida por estes.
Essa aplicação é importante também para empresas, seja em capacitação corporativa, treinamento técnico, transmissão de know-how ou visão sistêmica de uma organização. Com os Mapas Mentais (neste caso sugiro com softwares) é também possível organizar, padronizar e arquivar, além de ministrar os treinamentos e os conteúdos para todos os colaboradores.

MAPAS MENTAIS PARA APRESENTAR EM PÚBLICO

Você já presenciou situações em que, após apresentações cheios de slides restou a pergunta: “o que foi falado? ”. Este é um caso clássico e recorrente.
Devido a capacidade dos Mapas Mentais de proporcionar visão global e específica de forma sólida, os mesmos encontram nas apresentações em público ou reuniões mais uma aplicação importante.
Só cuidado a não confundir um Mapa Mental com um Prezi. Este é uma interessante alternativa aos clássicos PowerPoint, mas ainda não é um Mapa Mental. O iMindMap, o software de Tony Buzan, por exemplo, é muito bom para fazer apresentações e há outros também eficazes.
Mas quem é este Tony Buzan? Nada menos que o inventor deste método. Vamos apresentá-lo já.

QUEM CRIOU ESSE MÉTODO?

O inglês Tony Buzan, nascido em 1942, tem o merecimento de ter feito a distinção entre Mapas Mentais e mapas conceituais. Não podemos englobar no mesmo conceito todo e qualquer tipo de esquema. Afinal, um Mapa mental não pode ser tudo, não pode ser qualquer esquema, ou senão, falando “Mapa Mental” não estamos dizendo mais nada de realmente diferente.

Ele escreveu muitos livros sobre o assunto e, até os dias de hoje, ministra aulas e treinamentos em diversas partes do mundo. Sim! Apesar de ter escrito muito sobre isso, ele ainda continua a dar treinamentos. Isso porque o que conta realmente é colocar na prática, pôr a mão na massa, se concretizar com a própria experiência, aplicação pessoal, aprendendo com seus erros e acertos.
A leitura de um livro ou de um manual não sempre é suficiente. Se assim o fosse, todo mundo estaria aplicando mapas mentais corriqueiramente considerando que, há muitos anos, existem diversos livros no mercado.

Buzan fez também uma outra coisa muito inteligente: ele pôs uma marca registrada nos termos de mind map (mapas mentais), radial thinking (pensamento radial) e outros. Porém, no Brasil, vejo que os mesmos têm sido distorcidos e aplicados de forma incorreta. Parece que tudo aqui pode ser chamado de Mapa Mental. Sendo assim, ainda é preciso frisar a distinção do que é ou não mapa mental.
Gosto de lembrar, porém, que na verdade o “gringo chato” que vai fazer essa distinção não sou eu, Fabrizio, mas primeiramente é ele, o nosso caro Tony.

COMO APRENDER DE VERDADE?

Como já falado, com certeza precisa “pôr a mão na massa”, pois não adianta muito ler um livro ou assistir a um vídeo curso sem interação.

Durante o treinamento que organizo de Mapas Mentais, o que vamos fazer é isso mesmo: colocar tudo na prática, experimentando de forma personalizada, de acordo com o que cada aluno está necessitando fazer com este método. O fato de ter um direcionamento e um feedback de um professor, além de uma turma que aprende juntos, rende ainda mais estimulante e proveitoso o treinamento.

Aplique de verdade os Mapas Mentais na sua vida, porque cada um tem os seus próprios objetivos, necessidades e âmbitos diferentes. Pergunte-se: em quê essa ferramenta fará a diferença para você?
Venha se descobrir, enfrentar as dificuldades, errar e aprender juntos. Venha se surpreender!

Conheça mais sobre o curso, veja depoimentos de quem já viveu essa experiência e inscreva-se clicando aqui!

Autor
Fabrizio Testi é professor da A+ (Aprender+), atuando em técnicas de Aprendizagem Avançada. É também professor nativo de língua italiana e consultor internacional. Mestre em Formação dos Adultos, RH e Consultoria para as Empresas na Universidade de Milão-Bicocca (Itália); Graduado em Ciências da Educação e Processos Formativos para Adultos na mesma Universidade.

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