O que vem depois das startups?

 

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Intro — como o futuro vê a gente?

Nós, seres humanos, costumamos nos ver como a coisa mais evoluída do universo, o suprassumo desde o Big Bang. Dentro da própria história da humanidade, hoje a gente ri dos costumes dos gregos, das crenças dos medievais e das roupas do século passado. Somos adestrados para nos enxergar sempre como a versão correta, plena, capaz, definitiva. Mas e quando a gente estiver do outro lado da história?

Essa inversão de lugares na interpretação do mundo se tornou um hábito meu há alguns anos, e nada melhor para estimular o pensamento lateral, a redescoberta do mundo e até para olhar de um jeito mais consciente para o que há ao redor. E quando nós formos a antiguidade? O que uma civilização extraterrestre acharia engraçado em nosso alfabeto? O que vão pensar do futebol daqui a 300 anos? Esse mindset nos ajuda a enxergar coisas que a gente não vê no pensamento objetivo do dia a dia.

Vida de startup

Numa escala mais humilde, hoje a gente vive um tempo em que novos modelos de negócio, novas estruturas e novas visões ditam o ritmo da inovação, ganham as capas das revistas e os tronos das contas mais bilionárias, tiram sarro do corporativismo e atacam impiedosamente as grandes empresas tradicionais.

O frenesi da inovação é venenoso, tem contágio rápido e entrega ligeiro a medalha do revolucionário a cada canvas, cada squad ou a cada mesa de sinuca. E é justo que seja assim. O alívio pelas transformações — de fato, necessárias — encanta, inspira, sacode. O mundo precisava ter mudado assim.

Mas essa reconfiguração também explicita, acima de tudo, a efemeridade das estruturas. Como já dizem por aí, a mudança de era já se tornou a era de mudanças, e crer que o novo é definitivo (ou duradouro, que seja) é beber dos mesmos vícios dos que nos precederam.

Portanto, não é de todo absurdo imaginar: o que é que vem depois das startups? Claro, dava pra questionar o futuro de muita coisa, mas o exercício é mais de observação que de clarividência. Tem muita coisa em jogo, mas o que dá pra antecipar para os próximos anos? Junto às temáticas de futuro do trabalho, inteligência artificial, blockchain, já há algo potente o suficiente (ou ao menos indícios) para reestabelecer o “modelo ideal” dos negócios?

Quem trabalha com esses modelos — ou parte de quem trabalha — sabe notar os pontos mais fortes de toda essa cultura, assim como o que pode não ser tão fantástico ou sustentável quanto parece. Veja bem, não se trata de comparar com as grandes empresas tradicionais, mas sim de abraçar o ritmo de transformações e especular a próxima virada — que deve vir muito mais rápida que a última.

E dizer dessa próxima virada pode significar, inclusive, algo menos trágico do que vem acontecendo com os grandes mercados. É possível que o jeito de pensar, operar e se adaptar — vital para as startups — preserve a flexibilidade necessária para suportar mudanças monumentais e se manter de pé. Ou será que não somos tão adaptáveis assim?

Certo. Pura ansiedade, você pensou, né? Se mal conseguimos balançar o mundo do século passado, imaginar o próximo desde hoje é quase supérfluo, é isso? Certo ou errado, pensar nisso é fruto do meio, e milhares de cabeças já estão imaginando nesse exato momento em transformar tudo, antes mesmo que a gente se acostume com os pufes coloridos.

E pra terminar, um exercício menos viajado: o que você acha que pode evoluir na cultura de startups? Me conta nos comentário, vamos conversar! 😉

Autor
Adoro meu nome, mas pode me chamar só de Cris, viu? Acho que já cresci, mas ainda quero ser astronauta - e escritor e cientista e menos megalomaníaco. Tento abraçar o mundo todos os dias e, quando não cabe, às vezes restam ao menos algumas palavras. Sou apaixonado por falar verdade e por acreditar que posso resolver os problemas do mundo. Quero tornar o impossível parte da rotina do ser humano - será que é possível? Já estudei Comunicação na UFMG, hoje sou designer no Méliuz, e amanhã eu provavelmente não faço a menor ideia.

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