Todo mundo quer pertencer. A que você pertence?

 

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A reflexão é: a gente sempre vive em torno da ideia do pertencimento. Buscando-o ou negando-o. Há quem queira ser como os pais jovens de bebês bochechudos passeando na praça. Há quem queira fazer parte do grupo de empreendedores da cidade que se encontram em todo evento. Há quem queira finalmente estudar em Harvard. Há quem não queira nada disso, porque sabe que o melhor para si é ir viver no campo, sozinho.

Além de sonhos X ou Y, muita coisa que fundamenta nossas escolhas tem a ver com esse sentimento de pertenço-ou-não-pertenço. O tempo voa quando fazemos parte — e o tempo para, quando, por exemplo, a gente não faz ideia do que está fazendo naquele aniversário de 80 anos da sua tia-avó que você nem lembrava.

Nossa felicidade, nosso bem-estar, nossa segurança, nosso conforto, sempre tem a ver com as nossas relações. Tudo é nossa relação com o outro (considere o outro não só uma outra pessoa, mas tudo o que está fora de você — um lugar, um grupo de pessoas). Seja na percepção do pertencimento ou na busca por pertencer, somos movidos quase que magneticamente por isso.

É no estabelecimento de relações de pertencimento que a gente cria novos laços, constrói ambientes saudáveis de crescimento e aprendizado e, mais importante, é como encontramos espaço para sermos nós mesmos. E aí que se abre margem para as pessoas serem infinitamente diferentes. Como sugeri lá no começo, tem gente que mira pertencer como família, como empresário, como estudioso ou negar tudo como um eremita. E pra você, o que mais importa?

O importante é que essas perseguições são necessárias. Buscar pertencer é tipo o que a gente faz muitas vezes sem ter noção disso. Enquanto seres sociais, fazer parte é fundamental. Dá aquele quentinho, aquele colo que faz a gente se sentir em casa. Assim como uma música ou uma paisagem que nos colocam num estado de conexão, difícil de assimilar, o pertencer também traz essa sintonia para que a gente funcione bem.

No fundo, esse pertencer nada mais é do que estar com pessoas que caminham de um jeito que faz sentido pra gente. Que funcionam de um jeito que soa familiar conviver com elas. Pessoas cujos comportamentos, valores e visões crescem e se multiplicam quando esbarram nas nossas. Cara, olha que aventura extraordinária descobrir os cantinhos e pessoinhas desse mundo aos quais a gente realmente pertence! Seja para trabalhar, para conversar, para dividir uma vida — a gente não precisa estar sozinho nunca, viu?

E por fim, pertencer não significa se prender ou se definir unicamente como A ou B. Pelo contrário, é exatamente nesse conjunto de grupos, gostos, simpatias e sintonias que a gente cria nossa identidade, numa mistura quase ilimitada de peculiaridades, contradições e imponderáveis que nos caracterizam como serumaninhos perdidos vivendo por aí.

Eu acredito que tem sempre um lugar (ou uma porção deles) ao qual a gente pode pertencer. E você, a que pertence? ❤

Autor
Adoro meu nome, mas pode me chamar só de Cris, viu? Acho que já cresci, mas ainda quero ser astronauta - e escritor e cientista e menos megalomaníaco. Tento abraçar o mundo todos os dias e, quando não cabe, às vezes restam ao menos algumas palavras. Sou apaixonado por falar verdade e por acreditar que posso resolver os problemas do mundo. Quero tornar o impossível parte da rotina do ser humano - será que é possível? Já estudei Comunicação na UFMG, hoje sou designer no Méliuz, e amanhã eu provavelmente não faço a menor ideia.

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