Surfando na onda sonora dos podcasts

 

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Você faz parte do time que dá play em um podcast para realizar toda e qualquer tarefa ou ainda resiste ao fenômeno? Quem vê a atual febre dos podcasts nem sempre imagina que esse garoto já tem lá seus 20 e poucos anos, apesar de ter sido em meados de 2018 que o movimento ganhou mais força e adeptos no Brasil, ampliando exponencialmente seu nicho. Como tudo que acontece hoje, sua evolução e popularização estão diretamente ligadas aos avanços da internet e computadores.

Se ainda restavam dúvidas sobre o sucesso do formato, elas não existem mais: a estimativa é de que o mercado tenha movimentado mais de US$1 bilhão de dólares em 2020. Além disso, os principais players de áudio e streaming aumentaram seus investimentos nesse recurso, como é o caso do Spotify, da Apple e da Amazon, por exemplo.

Por aqui em terra brasilis houve um aumento de 200% no número de acessos a podcasts no último ano, o que nos levou a ser o segundo maior mercado do segmento no mundo, atrás apenas dos Estados Unidos. Uma pesquisa divulgada pelo Spotify classificou o Brasil como “o país do podcast“, devido ao crescimento significativo tanto da produção, quanto do consumo desse tipo de conteúdo. Ao todo, a plataforma tem quase 2 milhões de podcasts disponíveis.

A Associação Brasileira de Podcasters (ABPod) também divulgou números bastante expressivos: existem mais de 2 mil programas de podcasts ativos no país, e 40% da população já ouviu algum programa.

Pode falar, você pode até não ser um ouvinte assíduo [ainda], mas certamente conhece um bocado de gente que é, confere?

Missões da ABPod:

Podcasts são eficientes, práticos e acessíveis. Podemos ouvi-los enquanto cozinhamos, corremos ou tomamos banho; conseguimos dar pause e controlar a velocidade de reprodução; podemos salvar os episódios para ouvir depois; encontramos programas com os mais diversos tipos de assuntos, do entretenimento à política. São também uma ótima ferramenta educativa que ajuda a disseminar todo tipo de conhecimento, inclusive o acadêmico e científico.

Vários pontos a favor, inclusive a gratuidade de grande parte do conteúdo. Já os pontos “contra” dizem respeito à baixíssima remuneração dos podcasters e à dificuldade de divulgar esse tipo de mídia. Conhecer e seguir os produtores de conteúdo, compartilhar seus canais e contribuir em campanhas de financiamento quando possível são coisas que podemos fazer para apoiar esses profissionais, especialmente os independentes.

Separei alguns programas de BH e do Brasil, para você se entreter enquanto aprende muito! Se liga nas dicas e entre nessa frequência sonora você também:

Produções de Belo Horizonte

Vozes da Guaicurus é um podcast voltado especialmente às prostitutas de BH. A produção é feita pela Aprosmig (Associação das Prostitutas de Minas Gerais) em parceria com o Fundo Positivo, financiador de projetos de proteção contra o HIV. Com programas semanais, discutem-se temas importantes como prevenção de doenças e cuidados para receber clientes durante a pandemia. Duas vezes por semana, um carro de som passa pela região central da cidade transmitindo o áudio para que as prostitutas sem acesso à internet escutem. O programa está em seu 18º episódio.

As Perennials é o Sex & The City de Curral del Rey. Moda, comportamento, mercado de trabalho e muita história pra contar marcam os episódios, produzidos e apresentados pela dupla Natália Dornellas e Fernanda Ribeiro, ambas na faixa dos 40 a 50 anos. “Uma bagagem de histórias, sentimentos e ensinamentos acumulada ao longo de suas vidas mas que não se encaixam no estereótipo de suas idades.”

Politiza é o podcast da Rádio Assembleia (da Assembleia Legislativa de Minas Gerais) e traz, além de notícias e informações diárias sobre política, relatos e histórias que inspiram a criação de leis e direitos sociais.

Nós UFMG é um canal que reúne podcasts de várias equipes de pesquisa e comunicação da Universidade. Uma ótima ferramenta para que a instituição pública cumpra seu papel de disseminar conhecimento e informação para a sociedade. Esse, por exemplo, é do AVASCAST, da Faculdade de Medicina da UFMG.

Pipoca BH FM é dedicado a quem ama cinema e séries. A jornalista Carol Braga e seus convidados discutem novidades desse universo e trazem ótimas dicas!

Outros canais do BR que você vai gostar

Boletos Pagos, com Nath Finanças: a rainha dos boletos e da prosperidade, Nathália Rodrigues (que saiu na mais recente lista Under 30 da Forbes) conversa com um convidado, todas as terças, sobre economia e educação financeira. Nossos bolsos agradecem!

Praia dos Ossos é uma produção da Rádio Novelo (produtora carioca de podcasts) e narra um crime que marcou o Brasil. No dia 30 de dezembro de 1976, Ângela Diniz foi assassinada com quatro tiros numa casa na Praia dos Ossos, em Búzios, pelo então namorado Doca Street, réu confesso. Mas, nos três anos que se passaram entre o crime e o julgamento, algo estranho aconteceu.

Café da Manhã, da Folha de S Paulo, é um apanhado diário de notícias para você se manter com as anteninhas ligadas. Como o nome diz, é uma ótima companhia para começar o dia.

Vidas Negras é original do Spotify. Apresentado pelo jornalista Tiago Rogero, analisa e entrelaça a trajetória e a obra de personalidades negras da história e da atualidade.

 

Autor
A paixão pela palavra escrita, falada ou não-dita fez de mim jornalista e publicitária pela UFMG. Sou uma das mentes criativas do time de Comunicação do GUAJA: aqui dou vida às ideias, nomes às coisas e cores às palavras. Quer contar uma história ou dar play em um novo projeto? Me chama que eu vou. Da produção cultural ao conteúdo digital, me redescubro nos encontros, e nos desencontros me reinvento. Sempre além.

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