Rumo à América Central

 Foto Renato Weil/A Casa Nomade-2018i.Cartagena.Colombia.Porto Compas. Embarque do Motorhome para o Panama

Receba artigos sobre vida contemporânea semanalmente em sua caixa de entrada!

×

Hora de embarcar A Casa Nômade em um navio para encarar a próxima etapa da nossa expedição. Mas a pergunta que não quer calar é: por que não ir de carro? Simplesmente porque há um “buraco” na Rodovia Panamericana. Dos quase 20 mil quilômetros que ligam os extremos da América, de Ushuaia ao Alasca, faltam apenas 93 quilômetros de estrada. Este gargalo, que separa a Colômbia do Panamá, chama-se Estreito de Dárien, um pântano com enorme biodiversidade e tombado pela Unesco.

Dizem que a construção de uma estrada neste trecho seria inviável pelos altos custos e pelo impacto ambiental. Mas, na verdade, há explicações mais nebulosas para não haver uma ligação entre as Américas do Sul e Central. Durante muitas décadas, o Estreito de Dárien foi território das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e há registros de sequestros, assassinatos e violação de direitos humanos por lá. O caso mais recente aconteceu no ano 2.000, quando dois viajantes britânicos foram sequestrados e mantidos em cativeiro por nove meses na selva. Também reza a lenda que os Estados Unidos boicotam a construção deste pequeno trecho de estrada para tentar dificultar o tráfico de cocaína entre a Colômbia e cidades norte-americanas.

Não sabemos o que é verdade ou mentira, ficção ou realidade. Só sabemos que, para seguir viagem rumo à América Central, fomos obrigados a despachar A Casa Nômade de navio. Essa brincadeira nos custou uma semana de trabalho e burocracia nos portos de Cartagena (Colômbia) e Cólon (Panamá) e 3.150 dólares, sendo 2.400 dólares de frete para a empresa Seaboard, 250 dólares de taxas portuárias e 500 dólares de passagens aéreas e hospedagem.

Foto Renato Weil/A Casa Nomade-2018i.Cartagena.Colombia.Porto Compas. Embarque do Motorhome para o Panama
Autor
Glória Tupinambás é repórter e colunista de Viagem e Turismo da Rádio CBN, já viajou por 59 países dos cinco continentes com seu marido, o fotógrafo Renato Weil. Juntos, publicaram dois livros sobre viagens: O Mundo em Minas e A Casa Nômade pelo Mundo. Hoje, estão em uma expedição pelos extremos da América, do Ushuaia ao Alasca, a bordo do motorhome A Casa Nômade.

Share the love.

Se este artigo te fez lembrar de alguém, mostra pra elx!

Para comentar você deve ter uma conta—só leva um minuto:

fazer login ou registrar-se
Você vai gostar