Últimas novidades em Instagram, Facebook e WhatsApp para negócios

 

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Ano novo e com 2018 muitas novidades para pequenos negócios em Marketing Digital. Fique sabendo das últimas novidades em Google, Instagram, Facebook e WhatsApp para negócios. Quem já fez o curso de Mídias Sociais ou de Marketing Digital já sabe que periodicamente o Facebook lança atualizações em seu algoritmo e isso tem impacto direto no alcance que a comunicação do seu negócio tem, e essa é só uma das mais recentes mudanças. Vamos revisar as últimas novidades nas principais ferramentas para negócios que pequenos empreendedores podem utilizar na internet?

1. Lançamento do aplicativo WhatsApp para Negócios

Esse burburinho tomou conta da internet no início do ano haja vista que várias empresas que conheço usam ativamente o WhatsApp para negócios. Já vemos em anúncios e materiais de divulgação os números de telefone com a marquinha do “zap zap” e esse tem se solidificado como forma de contato entre empresas e clientes. De olho nisso, o Facebook (que é dono do WhatsApp) está começando a pensar formas de monetizar o aplicativo (porque até hoje ele não gera receita nenhuma para seus donos, apesar de ser um dos aplicativos mais utilizados do mundo). A compra bilionária do WhatsApp pelo Facebook se deu pela concorrência com o messenger, aplicativo de mensagens instantâneas do Facebook e pelo valor da sua imensa base de usuários e da qualidade de informações para segmentação de anúncios que vêm dessa ferramenta. Sim, o Facebook usa as informações que você troca no WhatsApp para entender seu comportamento de compra e exibir anúncios para você no Facebook e Instagram (sim, ele pode fazer isso porque você concordou quando marcou “eu li e aceito os termos”, que você provavelmente não leu). E agora lançou a primeira versão do WhatsApp para empresas, com algumas poucas funcionalidades, e somente para quem usa Android (demora mais a aprovar um aplicativo na App Store do que na Google Play, provavelmente por isso o lançamento primeiro para Android). Ainda é uma versão muito básica e podemos esperar muitas melhorias e novas funcionalidades nele ainda esse ano (será que teremos anúncios no zap?).

2. Ainda menor alcance orgânico para páginas no Facebook

O Facebook tem alterado seu algoritmo de exibição de conteúdo na timeline dos usuários com cada vez mais frequência (se você ainda não sabe o que é isso, leia mais nesse texto). Em 11 de janeiro de 2018 Mark Zuckerberg anunciou mais uma vez que a rede agora privilegiará ainda mais conteúdo de amigos, familiares e comunidades. Então se você ainda não tem um grupo de discussão no Facebook sobre os assuntos que permeiam sua marca, passou da hora de começar. Além disso cada vez mais Stories e Vídeos ao vivo ganham relevância. Outra novidade é o lançamento do Marketplace: sabe aqueles itens que você vende em grupos? Agora estão organizados e buscáveis no Marketplace. Eventos também ganharam novidades ao longo do último ano e continuam sendo boas formas de divulgação no Facebook. Dito isso tudo, cada vez mais conteúdo pago é o que vai funcionar para empresas no Facebook, pois os recursos de divulgação gratuita e orgânica ficam cada vez mais escassos e específicos. Gostei bastante das análises desse e desse texto sobre as mudanças mais recentes do Facebook, confira se quiser se aprofundar em alcance orgânico. E leia essa notícia sobre a fusão do Power Editor com o Gerenciador de Anúncios do Facebook, se você já está habituado a usar uma dessas duas ferramentas para anunciar no Facebook e Instagram.

3. Melhorias na API de programação de posts do Instagram

Algumas pessoas chegaram a compartilhar essa notícia como sendo “agora o Instagram permite o agendamento de posts”, o que ainda não é verdade. A mudança mais recente foi na API que permite que outros programas agendem posts no Instagram. API, a grosso modo, é uma “porta de entrada” que um determinado software deixa para outros softwares realizarem ações dentro dele. Como se você desse uma cópia da chave da sua casa pra alguém ir lá mexer em algo, mas imagina que essa cópia desse permissão a entrar só em alguns cômodos, não em todos. Uma API é uma permissão, uma chave que um software (exemplo: Instagram) dá para outros desenvolvedores de softwares (exemplo: Hootsuite, Socialflow, etc.) criarem integrações para facilitar a vida de usuários. A API de agendamento do Instagram era uma “gambiarra”, e com a melhora a tendência é que softwares de terceiros consigam fazer agendamentos com mais precisão, sem tantos erros, como estava acontecendo até então.

4. Machine Learning: mais impacto em SEO no Google e segmentações de público em anúncios no Facebook e Instagram

Muita gente já chama os algoritmos do Google e do Facebook de Inteligência Artificial. Eu prefiro ser mais cautelosa com o uso desse termo, e entendo que ainda estamos na fase que chamamos de Machine Learning — ou seja, estamos ensinando máquinas a aprender. Isso já é realidade no algoritmo do Google desde 2015. O algoritmo de busca do Google é tão grande que as partes que o compõem, que tem funções específicas, são nomeadas (Hummingbird, Penguin, Fred, entre outros). O Fred inclusive demorou a ter sua confirmação feita pelo Google, e no início de 2017, depois que vários sites perderam posicionamento, o Google se pronunciou sobre essa atualização. Como sempre, o objetivo é evitar que conteúdo de baixa qualidade seja exibido nas páginas de busca, e agora o Google ensina partes de seu algoritmo (o Fred e o Rankbrain, por exemplo) a aprender com o comportamento do usuário (ex: se você se interessa mais por um tipo de conteúdo, a tendência é que apareçam mais conteúdos daquele tipo para você). Com isso os resultados se tornam cada vez mais personalizados e o que realmente faz diferença é um conteúdo focado no usuário.

No caso do Facebook o foco é evitar clickbait (o que já entrou na atualização do algoritmo em 2017) e tentar evitar notícias falsas no Facebook (então o algoritmo agora entende o comportamento do usuário em relação a uma notícia e às vezes até pergunta ao usuário sobre a veracidade de um conteúdo). Além disso o Machine Learning entra na composição das segmentações possíveis de anúncios. Novas possibilidades de segmentação são adicionadas todos os dias na ferramenta, graças ao aprendizado da máquina que identifica tendências. Por exemplo, muitas pessoas circulando e citando coisas em “Savassi”, e agora esse bairro de BH já é um critério de segmentação possível para anúncios no Facebook e Instagram — e não era há poucos meses.

5. Melhorias no Google Meu Negócio

O Google dá muita importância para pequenos empreendedores e tenta sempre ajudá-los de várias maneiras. Além de ter criado conceitos inovadores como leilão de palavras-chave e custos por clique nos anúncios (em vez dos tradicionais custos por exibição de anúncio) — falamos mais disso no curso de Marketing Digital para Produtores Locais — também lançou já há algum tempo o Google Meu Negócio, uma plataforma para pequenos negócios no Google. É na verdade um agregador de vários serviços para pequenas empresas, e uma vez nele, é possível até publicar um site de graça sem saber nada sobre como publicar um site. Se você tem um endereço físico é tudo que precisa para se cadastrar na ferramenta e começar a aparecer em destaque quando alguém buscar pela sua marca. Existe também uma comunidade do Google Meu Negócio para ensinar pequenos empreendedores a usar os recursos de Marketing no Google.

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Autor
Sou graduada em Publicidade e Propaganda, tenho um MBA em Gestão Empreendedora em Marketing Digital e tenho mais de 14 anos de experiência. Meu negócio é o Ainda Que Tardia (aindaquetardia.com.br), uma escola de cursos pra aprender a ser livre. Atualmente tenho dois cursos acontecendo: Mídias Sociais (guaja.cc/cursos/midias) e Marketing Digital (guaja.cc/cursos/mktdigital), ambos voltados para o pequeno empreendedor. Sou professora de pós graduação na PUC Minas, na UNA e no UNIBH. Também faço cursos sob encomenda e sou palestrante.

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