Vejo o mundo de dentro pra fora

 Ilustração por Letícia Naves para Navaranda

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Imagine entrar em um museu e passear pelas galerias. Sentar-se à frente da telona e esperar pelo começo de uma grande estreia. Folhear sua revista e esbarrar nos anúncios. Em todos esses cenários, por muito tempo, uma coisa era clara: todas as representações eram feitas sob um único olhar, o olhar masculino, branco, eurocêntrico. Daí vem o termo male gaze, a ótica masculina sobre todos os temas. Em busca de outras formas de contar, surge o female gaze, uma das tendências deste ano, que traz a ideia de que a representação também precisa estar por trás das câmeras.

Um exemplo de sucesso do termo é o filme Mulher Maravilha. Sucesso de bilheteria, o filme somou na semana de estreia 103,1 milhões de dólares apenas nos Estados Unidos. Isso consagrou a produção como não só a primeira com uma protagonista mulher, mas também como uma das poucas (1 de 3) dirigida por uma mulher e com um orçamento maior que 100 milhões de dólares.

E isso é poderoso não só em números. Ter mulheres (e outros grupos minorizados) na linha de frente da produção de conteúdo potencializa o poder transformador de qualquer mensagem. Só assim somos capazes de conhecer novas perspectivas, sair das bolhas, enxergar dores e alegrias que não só as nossas. E é assim também que somos capazes de criar empatia, de ver o outro como um alguém que merece respeito.

É atenta à isso que nasce a navaranda: criada por mulheres, a empresa busca acolher, mobilizar e conectar outras mulheres produzir conteúdos sobre contextos do universo feminino. Desde 2017, a navaranda começou a reunir mulheres para debater temas importantes em BH. Já sentamos ao redor de uma mesa para compartilhar a conversa e o vinho; já nos reunimos em um museu com 150 pessoas para falar sobre nossas vulnerabilidades; já nos encontramos dentro de empresas para falar sobre autocuidado e autoestima. De cada encontro, cada formato, cada experiência, a gente sempre consegue produzir uma solução, um artigo ou até um insight de novo conteúdo. O que importa é que, juntas, ousamos enxergar uma à outra e a complexidade do ser. Ousamos vislumbrar soluções para problemas reais. Ousamos olhar no olho, ouvir com atenção, para, então, falar. Isso é ver o mundo de dentro para fora. E posso dizer que a vista daqui é inspiradora.

Para conhecer os conteúdos e olhares da navaranda, me chama para uma conversa. Ou acompanhe aqui o nosso Facebook.

Autor
Sou mulher preta, comunicóloga, redatora e poeta. Especializada em Gestão de Marcas, com foco em Branded Content, sou cofundadora da navaranda - mulheres em rede, uma empresa criada para produzir experiências, encontros e conteúdos sobre diversos contextos do universo feminino: Ladies, Wine and Design BH, Museu das Minas e Saúde Sem Tabus são dos nossos projetos. [@jessicacagomes]

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